Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) rejeitaram, nessa terça-feira, 30/07, as justificativas do governo federal e a proposta de parcelar a reposição das perdas salariais em 21, 3% nos próximos 4 anos.

A assembleia para debater o tema foi realizada a pedido do Comando Nacional de Greve do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes de Universidades Federais), que teve a primeira reunião com o Ministério da Educação (MEC) no último dia 23.

Naquela reunião, o MEC disse não ter autonomia para tratar questões financeiras com o Movimento, e outra reunião foi realizada no dia 25 com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), desta vez, com representantes de todas as categorias dos servidores públicos federais. O governo apresentou a proposta considerada desrespeitosa e ofensiva pelos docentes, de aplicar 21,3% em quatro anos: 5,5% em 2016; 5% em 2017; 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019.

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Na assembleia de hoje, os professores avaliaram que a proposta inicial não oferece nenhuma reposição salarial. Ao contrário disso, ela representa perdas, porque está abaixo do índice inflacionário e ainda garante que não haja, nos próximos quatro anos, novas reivindicações da categoria.

Nova reunião entre servidores públicos federais e MPOG está marcada para o dia 06/07.

Os professores também deliberaram, na assembleia de hoje, sobre delegados no Comando Nacional de Greve e sobre a caravana que vai a Brasília no próximo dia 7, para participar do Ato Nacional em Defesa da Educação Pública. Devido à mobilização e proximidade, a caravana será formada por estudantes e professores de Barra do Garças. Os professores de Cuiabá interessados em participar, no limite de dez docentes, devem entrar em contato com o Comando Local de Greve, na Adufmat.

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A próxima assembleia geral, para tratar da pauta interna, estava marcada para quinta-feira, mas foi remarcada para sexta-feira, 03 de julho, às 8h30.

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