Se estivesse vivo, Raul Seixas estaria completando 70 anos nesse 28 de junho. Infelizmente, o músico nos deixou em agosto de 1989 com 44 anos. O alento é que a sua obra segue conosco e cada vez mais viva, profunda e inspiradora, como se pode ver nos cinco vídeos abaixo, cada um deles de uma fase diferente de sua trajetória.

Ouro de Tolo – 1973

Raul Seixas não era nenhum garoto novato quando lançou seu primeiro disco solo em 1973. Ele já havia lançado um LP com seu grupo Raulzito E os Panteras em 1968 e um trabalho coletivo (“Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10”) em 1971, além de ter compostos canções para artistas na época chamados de brega (como “Ainda Queima A Esperança” gravada por Diana).

Ainda assim, era difícil imaginar que aquele ex-executivo de gravadora iria revolucionar a música brasileira e gravar um dos grandes discos de nossa música.

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Mas foi exatamente isso que aconteceu com “Krig-Há Bandolo”, um álbum cheio de faixas antológicas como “Metamorfose Ambulante”, “Al Capone” e “Ouro de Tolo”.

Gita – 1974

A mística “Gita” foi o primeiro grande sucesso popular de Raul com sua letra misteriosa e arranjo grandioso. A faixa saiu do disco homônimo que também tem “Medo da Chuva”, “O Trem das Sete” e “Sociedade Alternativa”.

Maluco Beleza – 1977

Depois de lançar quatro discos de material original na Phillips (e mais dois discos com covers de rock dos anos 50), Raul foi para a WEA por onde lançou três discos. Desses, o mais conhecido é o primeiro deles, “O Dia em Que a Terra Parou” de 1977 que trazia uma das canções símbolo do cantor, a antológica “Maluco Beleza”.

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Carimbador Maluco – 1983

A última década de Raul seixas foi complicada. Dependente de álcool, com fama de causador de problemas e fazendo poucos shows, é incrível que ainda assim ele tenha conseguido gravar seis discos de estúdio no período (incluindo o trabalho feito em parceria com Marcelo Nova). Discos estes que foram lançados por cinco gravadoras diferentes e tiveram graus variados de sucesso.

Os três álbuns dele lançados na primeira metade da década têm excelentes momentos, mas a canção que marcou esse período – e também o fez renascer comercialmente – foi “Carimbador Maluco”, gravada para o especial infantil da Globo “Plunct, Plact, Zuuum” que foi ao ar em junho de 1983.

Apesar de sua estrutura de canção para crianças, a faixa tem uma letra bem complexa e quase subversiva. Isso porque ela adapta as ideias do pensador anarquista Proudhon (“Ser governado significa ser observado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado…” de “A Ideia Geral da Revolução) para o ambiente lúdico da canção (e do programa televisivo)

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Cowboy Fora Da Lei – 1987

Os álbuns finais de Raul Seixas são irregulares, obras feitas por um artista já extremamente debilitado. Ainda assim todos eles têm momentos de brilho, especialmente “A Panela do Diabo”, a parceria com Nova que saiu dois dias antes de sua morte em agosto de 1989. Antes disso, o cantor teve seu último grande sucesso comercial. O divertido country rock “Cowboy Fora Da Lei” de 1987 que o levou de volta às rádios e TVs de todo o país.

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