O ex-comendador João Arcanjo Ribeiro vai a juri popular na quinta-feira (30), acusado pelos assassinatos do empresário e radialista Rivelino Jacques Brunini e Fauze Rachid Jaudy e da tentativa de homicídio contra Gisleno Fernandes ocorridos há 13 anos. O julgamento será no Fórum de Cuiabá, às 8h.

No mesmo dia também serão julgados o ex-pistoleiro do comentador Célio Alves de Souza e o uruguaio Júlio César Bachs Mayada. Por este mesmo crime, Hércules e Júlio já haviam sido julgados pela Justiça Federal em 2004, porém o tribunal do júri foi anulado.

A audiência de Arcanjo será conduzida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira.

O CASO

Os crimes aconteceram no dia 5 de junho de 2002, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA. Até o momento, apenas Hércules Agostinho Araújo foi condenado pelos assassinatos. Ele terá que passar 45 anos em regime fechado.

Leia também:  Dupla é presa após roubar e manter vítima trancada em residência no Jardim Copacabana

As investigações apontam que Agostinho se aproximou das vítimas em uma moto e abriu fogo contra elas usando uma pistola 9mm. Brunini levou sete tiros e morreu na hora. Fauze Rachid e Gisleno Fernandes levaram um tiro cada, mas Rachid não conseguiu resistir ao ferimento e morreu hora depois, durante cirurgia.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Brunini era sócio da empresa Mundial Games, que fornecia máquinas caça-níqueis à organização criminosa de Arcanjo, que detinha o monopólio do ramo em Mato Grosso.

De acordo com as informações Brunini se associou a um grupo do Rio de Janeiro, que pretendia acabar com o monopólio de Arcanjo sobre os caça-níqueis. Como punição pela traição, Arcanjo teria ordenado o assassinato. Rachid e Gisleno não eram alvos, mas foram atingidos.

Leia também:  Após 3 anos sem titular, delegacias de Juscimeira e Dom Aquino contam com novo delegado

Arcanjo está preso na penitenciária de segurança máxima de Porto Velho (RO), pois já foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato do empresário e jornalista Domingos Sávio Brandão, que publicou várias denúncias contra o ex-comendador no jornal Folha do Estado.

 

 

 

 

 

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.