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Depressão é um fenômeno seríssimo que em situações extremas pode levar uma pessoa ao suicídio, porém no dia-dia teve seu verdadeiro significado banalizado. Não é raro ouvir-se: “Hoje estou com uma depressão”. Todavia, o que mais tem me causado preocupação, enquanto profissional da saúde, é a falta de conhecimento científico sobre os comportamentos que silenciosamente antecedem a Depressão.

Segundo o CID-10¹ a Depressão (F.32) tem sete variações que são base para definir a intensidade e frequência da depressão. Enquanto o DSM – IV² concentra-se mais na descrição e manifestação dos sintomas.

Embora a Depressão seja um fenômeno do qual todo muito já tenha ouvido falar, é preciso estar alerta, quando alguém que você conhece apresentar os seguintes comportamentos: isolamento; feições deprimidas ou tristes; desleixo; perda de hábitos básicos de higiene; redução do interesse ou prazer em realizar atividades (anedonia); alterações de apetite (tanto ganho como perda de peso); alterações de sono (tanto insônia como excesso de sono); redução geral do nível de atividade (retardo psicomotor); agitação ou ansiedade; fadiga ou perda de energia; sentimentos de inferioridade e/ou culpa contínua acompanhada por autocrítica, recordação seletiva ou atenção para eventos negativos; irritação repentina; distorção cognitiva; ideação suicida; fantasias; alucinações e distorções na percepção.

Pouco se divulga sobre a necessidade de uma avaliação eficaz com um profissional capacitado, enquanto a pessoa ainda não apresentou um quadro mais severo. Entretanto, deve-se estar atento, principalmente quando a pessoa comenta sobre a vontade de morrer e sobre a perda do interesse em viver.
Amigos e familiares precisam ter paciência, pois não é vontade de chamar atenção, ou preguiça da pessoa, mas uma séria dificuldade, que pode ser superada com o acompanhamento de um profissional especializado.

Referências
¹ Décima Revisão da Classificação Internacional de Doenças e de Problemas Relacionados a Saúde.
² Diagnostic and Statiscal Manual DSM IV, American Psychiatric Association, 1994.

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