Há 46 dias paralisados, a greve da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) parece estar longe de ter um ponto final. Os alunos, que reclamam do atraso que isso acarretará nos conteúdos terão ainda que ter um pouco mais de paciência.

O professor Antônio Vicente, integrante da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), afirmou que no próximo dia 21, haverá uma reunião com o Governo, mas se diz preocupado com a dificuldade de negociação “Caso não haja uma proposta essa poderá se tornar a greve mais longa que já aconteceu na instituição, nós professores estamos unidos na decisão” disse.

Ele explicou ainda que o que os docentes pedem é apenas uma equiparação dos pagamentos com a inflação, pois hoje está abaixo. Outro fato discutido é sobre a negociação dos próximos quatro anos, já que não se sabe o quanto a inflação irá aumentar.

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SOBRE AS REIVINDICAÇÕES 

A categoria reivindica pela defesa do caráter público da universidade, condições de trabalho, garantia da autonomia, reestruturação da carreira e valorização salarial de ativos e aposentados, contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na qual a universidade federal não precisa mais realizar concurso público para a contratação de professores.

As condições de trabalho nos campi, principalmente no interior em Rondonópolis, Sinop e Médio Araguaia, de forma que garantam inclusive as atividades de campo, também estão na pauta.

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