O objetivo principal, e realista, de Felipe Massa e Valtteri Bottas no GP da Inglaterra, em Silverstone, é vencer a Ferrari, segundo afirmaram nesta quinta-feira. A Mercedes, todos sabem, salvo imprevistos, não deverá ter adversários de novo. Os primeiros treinos livres da nona etapa do campeonato começam hoje.

Massa deu as razões para estar otimista. “Não só na última corrida, nas duas últimas conseguimos dois pódios, com o Valtteri no Canadá e comigo na Áustria. Aqui acredito que nosso carro pode ser competitivo também, como já foi no ano passado. A vontade é chegar no pódio daqui para a frente, lutar como nas últimas corridas, principalmente com a Ferrari.” Os italianos estão em segundo entre os construtores, com 192 pontos. A Williams, terceira, tem 129. A líder, muito à frente, é a Mercedes, 328.

É sempre a partir do mês de julho que começa ficar claro para os diretores das equipes o que fazer quanto a seus pilotos na próxima temporada. Massa foi questionado sobre o seu futuro. “Tem uma data para a opção. Mas não vejo motivo nenhum para as coisas não acontecerem do jeito que têm de acontecer. Estou feliz aqui, a equipe sabe, não tenho e não tive interesse em conversar com ninguém até agora.”

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É possível que a opção do contrato seja da Williams, ou seja, a decisão de manter ou não Massa pertence a ela. E há boas chances de essa data ser o fim de julho, depois do GP da Hungria, dia 26. A seguir a F-1 entra em férias até a prova seguinte, na Bélgica, dia 23 de agosto.

O piloto de 34 anos falou, ainda: “O importante é estar feliz e trabalhar num lugar onde você é respeitado e tem tranquilidade, sente felicidade. Não é o dinheiro que você ganha o mais importante e sim o que você recebe de todos os lados, não é apenas o financeiro. Não vejo que por que as coisas devam mudar. No ano que vem acredito, sim, que vou continuar aqui”.

As entrevistas de Massa no motorhome da Williams estão dentre as mais procuradas pela imprensa internacional. Nos últimos anos de Ferrari, chegava a ser constrangedor o número bastante reduzido de jornalistas. O piloto diz ter consciência dessa mudança da sua importância para a mídia.

E falou sobre a relação com a imprensa: “Tive momentos muito complicados, difíceis, mas acabei sempre mudando o que a imprensa escreveu sobre mim a maior parte da minha carreira. Não posso dizer que sou um queridinho da imprensa de jeito nenhum”. Espontaneamente se estende no tema: “O que eu vi de gente me destruindo e pouco tempo depois me levantando… faz parte. Se estou aqui até hoje, com uma carreira sem dúvida vitoriosa, é graças ao meu talento”.
A boa primeira metade de campeonato, agora, não comum nos seus últimos anos de F-1, tem ajudado a que Massa seja mais notícia do que antes. Depois de oito etapas, só não marcou pontos no GP de Mônaco, pois a Williams teve desempenho que até agora não entendeu direito o que se passou. Bottas foi 14º e Massa 15º. O melhor resultado de Massa até aqui foi o ótimo terceiro lugar em Spielberg, atrás apenas da Mercedes, depois de duelo com Sebastian Vettel, da Ferrari. Tem 62 pontos, sexto, diante de 67 de Bottas, quinto.

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Ainda sobre os jornalistas, Massa comentou: “A imprensa demorou, tem hoje uma visão minha um pouco diferente, mas a gente sabe que as coisas mudam muito rápido nesse mundo”. Disse não guardar mágoas. “De jeito nenhum. Acabei sofrendo mais do que deveria, mas é sempre um aprendizado, seja do lado positivo ou negativo. Sou muito feliz com o meu trabalho, espero fazer muito mais.”

O nome do companheiro, Bottas, tem sido dia a dia mais citado como provável parceiro de Vettel na Ferrari, em 2016, no lugar de Kimi Raikkonen. Segundo Pat Symonds, diretor técnico da Williams, Massa e Bottas formam “a dupla que melhor vi trabalhar em 30 anos que tenho de F-1”. Massa falou sobre o futuro de Bottas. “Todo piloto sonha pilotar para a Ferrari, a equipe mais famosa, ainda mais para um jovem que está fazendo um excelente trabalho.”

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Desenvolveu o raciocínio: “Valtteri também tem a opção de permanecer aqui. Ele é um nome muito forte no momento, demonstrou ser capaz de vencer corrida e até campeonato. Se vai acontecer ou não eu não sei (transferência para a Ferrari), mas ele não pode esquecer que também está numa equipe muito boa, competitiva. A nossa luta hoje é com a Ferrari. Lá há mais oportunidades que na Williams, principalmente por causa do lado financeiro. Um conselho? Fazer o que o coração dele diz. Se sentir que é a hora de mudar…”

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