Madeira apreendida - Foto: assessoria
Madeira apreendida – Foto: assessoria

Vinte e oito caminhões carregados de madeira foram apreendidos em uma operação conjunta da Polícia Judiciária Civil, Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e Polícia Militar. A operação “Amazônia Unida” deflagrada no município de Itiquira (356 km ao Sul), entre os dias 22 a 30 de junho, tinha o objetivo de combater o transporte ilegal de madeira.

Com o efetivo de 16 servidores, entre policiais civis, militares e fiscais da Sema e Indea, a operação foi realizada no posto de fiscalização tributária, Benedito Cobrelino de Souza (Rio Correntes), na divisa dos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A operação encerrou nesta terça-feira (30), resultando na apreensão de 28 caminhões com uma carga de aproximadamente 900 m³ de madeira de variadas espécimes. Durante os 08 dias de ação, todos os caminhões carregados com madeira que passaram pelo posto fiscal foram vistoriados. As cargas vinham da região Norte de Mato Grosso, e dos Estados do Pará, Rondônia e Amazonas.

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Algumas cargas apreendidas contam com espécimes de corte proibido por lei, como mogno, castanheira e cajueiro. De acordo com o delegado Santiago Rozendo Sanches, em todos os caminhões apreendidos foram constatadas irregularidades da carga como a não correspondência entre as espécimes e volume transportado em relação ao disposto na Guia Florestal e Nota Fiscal.

“Os responsáveis pelo transporte da carga foram autuados pelo crime de transporte ilegal de madeira sendo utilizada uma delegacia móvel para confecção dos procedimentos no local da fiscalização”, disse o delegado.

Segundo o delegado, a madeira considerada irregular está armazenada em Itiquira e após ser avaliada, será doada a instituições científicas, hospitalares, penais, entre outras com fins beneficentes, conforme previsão na lei de crime ambientais. “Diversas obras já foram realizadas na cidade de Itiquira com recursos advindos das doações de madeira, como a reforma da cadeia pública local, construção da sede da APAE e outros” disse.

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As investigações continuam para apuração da responsabilidade penal dos responsáveis venda e compra da madeira ilegal. “Os envolvidos poderão responder pelos crimes de venda ilegal de madeira, falsidade ideóloga e crime contra ordem tributária”, concluiu o delegado.

Foto: assessoria
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