Local onde os veículos eram desmanchados - Foto: Divulgação / PJC
Local onde os veículos eram desmanchados – Foto: Divulgação / PJC

Um esquema de distribuição de peças clandestinas de veículos roubados ou furtados foi descoberto pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores, nesta semana, em Cuiabá. Há dois meses a Especializada investigava o envio de peças ilícitas para várias localidades do Estado de Mato Grosso.

De acordo com o delegado titular da DERRFVA, Wagner Bassi Junior, denúncias chegaram a Delegacia informando sobre a facilidade de comprar de peças usadas de veículos. “Vínhamos notando que essas peças eram distribuídas, sem nota fiscal e controle, para todo o Estado e levadas sob encomenda por transportadoras em Vans”, explicou.

O comércio clandestino foi confirmado após a localização de uma casa com muros altos e portão fechado, no bairro Parque Geórgia, na última quarta-feira (01.07), onde os policiais se deparam com cerca 40 veículos, entre caminhonetes e automóveis, cortados e desmanchados, todos com suspeitas de origem ilícita.

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No local, os policiais prenderam Eleandro de Nascimento Barcelos, 28, por receptação qualificada, sem direito a fiança, por atividade comercial. Conforme as investigações, o suspeito receptava veículos, possivelmente roubados ou furtados, depois com ajuda de dois funcionários cortavam os carros com uso de maçaricos e retiravam todas as peças para revenda à pessoas que faziam as encomendas por telefone e via aplicativo WhatsApp.

Peritos criminais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionados e já confirmaram cinco veículos subtraídos, sendo uma Strada, um Gol e um Uno, com registro de roubos em 2015; uma S-10, com queixa de furto em 2014, em Tangará da Serra; e um Pálio furtado do depósito de uma empresa, no Jardim Industrial, em Cuiabá, em dezembro de 2013, de onde 17 veículos, 9 carros e 8 motos, foram levados.

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O delegado Wagner Bassi destacou a dificuldade de fazer a identificação dos veículos, pois estão todos sem as plaquetas de numeração dos chassis. “A maioria está sem o número de identificação. Algumas não vamos conseguir identificar, mas outras tem números secretos que a perícia consegue identificar”, disse o delegado.

Para o delegado, o número de tampas de Fiat Strada chamou a atenção, um total de 12 tampas encontradas, supostamente retiradas de veículos na rua.”Virou moda roubar isso na cidade. A tampa não tem trava, você abre e solta dois parafusos, daí a facilidade”, pontuou.

Um tampa original é comercializada por R$ 2 mil e no mercado clandestino uma usada se compra por R$ 500.

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As investigações prosseguem.

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