O Município de Rondonópolis deve conseguir em 2015, ou no mínimo chegar bem próximo, de alcançar a meta máxima do Ministério de Saúde de um caso diagnosticado de sífilis congênita para cada 1.000 nascidos vivos. O índice local, quanto a atual gestão assumiu, chegava perto de 10 para cada 1.000, mas vem caindo consideravelmente com um trabalho intensificado de acompanhamento com as gestantes.

A coordenadora do Programa DST/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde, Cristina Pereira Silva, explicou, nesta semana, que apesar de ser considerada uma doença sexualmente transmissível de fácil tratamento aos adultos, a sífilis congênita, ou seja, passada pela mãe ao feto durante a gravidez, pode causar diversos males como o aborto, morte fetal, baixo-peso ao nascimento e morte neonatal.

Leia também:  Santa Casa completa 28 dias de paralisação médica e instituição emite nota

De acordo com dados oficiais do Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento – SIS-PRENATAL – e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINANET -, ambos do Governo Federal, Rondonópolis tem conseguido, desde 2013, uma redução de quase 40% do problema a cada ano que passa.

“No penúltimo ano, a nossa média de diagnóstico de sífilis congênita foi de 7,33 para cada 1.000 nascidos vivos. Já em 2014, o resultado de muito trabalho foi satisfatório, porque de cada 1.000 crianças, cerca de 4,25 apresentaram o problema. Se a redução seguir o mesmo ritmo, vamos cair para a casa dos 2 por 1.000, caminhando rumo a taxa de controle deste grave problema”, analisou Cristina.

Leia também:  Policial aposentado é encontrado morto dentro do banheiro de sua residência

Entendendo o problema e rede de proteção

A transmissão da doença da mãe para o bebê, durante a gravidez, é consequência da sífilis materna não diagnosticada, não tratada ou tratada inadequadamente. “Na maior parte das vezes, muitas mães nem sabem que têm o problema, ou então quando foram infectadas pela bactéria, se curaram tão facilmente que nem lembravam que haviam contraído a sífilis. Sendo assim, ter ‘investigação’ clínica e o pré-natal adequado e preciso é fundamental no sucesso ou insucesso da gestação, porque estamos falando de uma taxa de mortalidade da criança que pode chegar a 40%”, expõe Cristina.

Atualmente, Cristina ressaltou que Rondonópolis faz parte da Rede Cegonha, que consiste na construção de uma rede de cuidados que assegura à mulher o direito ao planejamento reprodutivo, a atenção humanizada a gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como à criança o direito ao nascimento seguro, crescimento e ao desenvolvimento saudável. “Primeiramente foram capacitados todos os profissionais de saúde das Unidades Básicas de Saúde, Hospital e Maternidade da Santa Casa, Pronto Atendimento, CAPS, Cadeia Pública, Penitenciária da Mata Grande, enfermeiros residentes da UFMT e profissionais de municípios vizinhos.

Leia também:  Rondonópolis sediará pela 1ª vez a Maratona de Negócios Criativos

Posteriormente, implantou-se, além de outras ações, testes rápidos para triagem e acompanhamento das gestantes com sífilis no pré-natal em todos os nosso ESFs, o que deu acesso a estas mulheres ao tratamento em tempo oportuno”, concluiu a coordenadora.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.