Kimi Raikkonen perdeu o encanto. E nem sua boa relação com Sebastian Vettel pode ser suficiente para segurar o seu lugar na Ferrari no próximo ano. A cada corrida que passa o finlandês – que ocupa o quinto lugar no Mundial de Pilotos – dá um novo passo na direção da porta de saída de Maranello. Os últimos resultados do “Homem de Gelo”, que foi oitavo na Inglaterra e sequer terminou o GP da Áustria, têm sido decepcionantes e fizeram a Ferrari ficar ainda mais para trás em relação à líder Mercedes no Mundial de Construtores. A próxima corrida na Hungria, no fim do mês, pode ser determinante para o futuro do finlandês que termina o seu contrato com a Ferrari no fim deste ano e tem cada vez menos confiança do pessoal em Maranello.

São muitos os nomes cogitados para ocupar esta vaga, dentre eles, o do brasileiro da Sauber, Felipe Nasr. Mas aquele que mais atenção desperta aos chefes da “Cavalinho Rampante” é o compatriota de Raikkonen, Valtteri Bottas, da Williams, quarto no Mundial de Pilotos. No entanto, a nossa reportagem conversou com vários “tifosi”, como são conhecidos os torcedores da Ferrari, no centro de Milão e a preferência recai sobre outro piloto, o australiano Daniel Ricciardo, grande revelação da temporada 2014. O piloto da RBR é precisamente o ex-companheiro de equipe de Vettel e os dois não se entenderam às mil maravilhas no ano passado. Mas o sorriso de Ricciardo e o seu italiano com sotaque inglês parecem ser suficientes para conquistar os torcedores na Itália.

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– Não é só pelo fato dele falar italiano, mas bom, ele me inspira muito mais simpatia do que o Bottas – comentou Danielle, empregado de loja, 24 anos, justificando a sua preferência pelo australiano de ascendência italiana da RBR para ocupar a vaga de Raikkonen.

– Para mim o melhor é Ricciardo, porque é mais agressivo no volante e mais corajoso nas ultrapassagens – opinou o estudante de 20 anos, Lucca.

Michele, de 51 anos, é um seguidor fervoroso da Ferrari desde criança. Assistiu de perto aos anos gloriosos de Michael Schumacher, e o último piloto que viu celebrar um título com o carro vermelho foi exatamente Raikkonen em 2007. No entanto, o empresário trocaria o finlandês pelo compatriota Bottas.

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– Eu gosto do Bottas. Está demonstrando ter muita pinta de campeão, é muito rápido, mesmo com um carro inferior ao da Ferrari e da Mercedes. Muito importante é que em cada corrida ele mostra progresso, é um piloto para a Ferrari – afirma Michele.

Cautela na hora de mudar

Mas nem todos estão de acordo com a saída de Raikkonen no fim da temporada. Embora os resultados do finlandês não sejam os esperados, há quem acredite que a contratação de um piloto mais forte e com outras ambições possa atrapalhar o caminho de Vettel na briga pelo título do próximo ano e beneficiar a grande rival Mercedes. O empresário, Tonino, da Sicília, conversou com a reportagem depois de visitar a loja da “sua” Ferrari no centro de Milão e confessou que preferiria a continuidade dos dois pilotos.

– Não, eu acho que Raikkonen deveria ficar, até porque quando um time tem dois pilotos muito fortes, acaba sofrendo com a competição entre eles, e na minha opinião, a Ferrari deve apostar tudo no Vettel que é um dos melhores pilotos da atualidade – frisou Tonino que se define como “um verdadeiro tifoso” Ferrari.

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Nenhum dos entrevistados elegeu o brasileiro Felipe Nasr para ocupar a vaga de Raikkonen. O brasileiro tem se destacado nesta temporada ao volante de sua Sauber, mas não ainda o suficiente para atrair os tifosi. No entanto, ele ainda tem até dezembro para conquistar a torcida do “Cavalinho Rampante”, que recorda com carinho e saudade o último brasileiro que passou por Maranello, o outro Felipe.

– Eu gostava muito do Massa, é um ótimo piloto e confesso que fiquei triste com a saída dele da Ferrari. Mas fico feliz porque está demonstrando o seu nível de piloto e está indo muito bem noutro time – elogiou Michele.

O próximo GP da Fórmula 1 é precisamente em uma das pistas preferidas do ex-ferrarista Felipe Massa, o circuito de Hungaroring, na Hungria. A corrida está agendada para o dia 26 de julho, às 9h, horário de Brasília.

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