O vereador Thiago Silva (PMDB) apresentou nesta segunda-feira (27/07) uma indicação a Secretaria Municipal de Educação solicitando uma reforma no sistema ciclado adotado na rede municipal de ensino. Thiago avalia que a atual condição do sistema de Ensino Ciclado das redes municipal e estadual é preocupante e defende um debate com a rede municipal de ensino em prol a reforma do sistema organizado em ciclo. “A Assembleia Legislativa promoveu recentemente este debate em Rondonópolis, agora o município também precisa discutir um plano de reforma da educação fundamental”, disse o vereador.

Ele ressalta que a discussão da reformulação do sistema educacional deve ser ampliada, o Município e o Estado precisam trabalhar para que a reforma no sistema educacional possa resolver os problemas apontados por docentes.

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“É preocupante o resultado da pesquisa divulgada pela Fundação Lemann, que demostra que os jovens estão terminando o ensino médio sem aprender o básico, há dificuldades de interpretação de texto e de dominar conteúdos básicos de matemática. O atual modelo está ultrapassado e necessário reformular o ensino médio para garantir a permanência dos estudantes nas salas de aula e estimular também os professores”, avaliou Thiago Silva.

A proposta do sistema organizado em ciclos é realmente maravilhosa. Mas infelizmente não houve nenhuma mudança na estrutura física das escolas e nem a contratação de outros profissionais que juntamente com os professores pudessem garantir o efetivo desenvolvimento das crianças, ou seja, continua sendo só os professores os grandes defensores do saber. Sabemos que os professores têm se esforçado para levar metodologias diversas as crianças e adolescentes, mas isto não é suficiente, pois o Governo também precisa investir na estrutura para garantir o sucesso do sistema ciclado.

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Afim de melhorar o ensino ciclado, o vereador defende a necessidade da participação da família dentro do espaço educacional, melhoria na infraestrutura das escolas, contratação de equipes multidisciplinares (assistente social e psicóloga) para todas as unidades, aplicação da jornada do piso (no mínimo 33% para preparação de aulas, correção de provas e trabalhos, pesquisas etc), valorização dos docentes, salários dignos, condizentes com a formação e a fixação dos professores nas escolas, por meio de um sistema de dedicação plena e exclusiva, com incentivo salarial.

“A Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo realizaram recentemente uma reforma no sistema educacional, onde mudou progressão continuada nas escolas, aumentando possibilidade de reprovação, alterando ciclos de ensino e instituiu avaliações bimestrais”, finalizou o vereador.

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