Com o objetivo de sensibilizar a sociedade sobre o problema enfrentado todos os anos, no período da seca, com a queima de resíduos sólidos domésticos, limpeza de áreas agrícolas para plantio e provocação de incêndios em áreas desmatadas, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso realizará no dia 21 de agosto, a audiência pública sobre “Queimadas e os reflexos na saúde da população”. A discussão ocorrerá no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, das 14h às 17h.

De acordo com o Regimento Interno da Audiência, a discussão deverá contar com a efetiva participação dos órgãos governamentais e entidades não governamentais responsáveis pela execução, fiscalização e acompanhamento da política pública ambiental. A audiência será aberta à população e os trabalhos serão conduzidos pelo titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira, coadjuvado pelos integrantes das áreas do meio ambiente e ordem urbanística e da criança e adolescente.

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O período proibitivo para as queimadas em Mato Grosso teve início no dia 15 de julho e se estenderá até o dia 15 de setembro, podendo ser prorrogado em razão das condições climáticas, conforme Decreto nº 191, publicado no Diário Oficial de Mato Grosso. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, de 1º de janeiro a 15 de julho foram registrados 5.664 focos de calor, valor 7,5% menor que o mesmo período do ano passado, que teve 6.127 focos.

O ranking dos 20 municípios com mais focos de calor permanece praticamente o mesmo nos últimos cinco anos. Entre os que despertam preocupação estão: Nova Maringá, Feliz Natal, Querência, Nova Ubiratã, Sapezal, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Brasnorte, Santa Carmem, Nova Mutum, São Félix do Araguaia, Sorriso, Tapurah, São José do Rio Claro, Marcelândia, Porto dos Gaúchos, Tangará da Serra, Ribeirão Cascalheira, Vera e Tabaporã. O bioma mais atingido é a Amazônia, onde se concentram 3.499 focos de calor, seguido pelo Cerrado, com 2.072 focos e 93 no Pantanal.

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