Em reunião realizada nesta segunda-feira (03) no gabinete da Primeira Secretaria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o presidente do Sindipetróleo, Aldo Locatelli, representantes de revendedores de combustíveis e de transportadoras de Mato Grosso e o deputado estadual Ondanir Bortolini (PR), Nininho, discutiram o novo aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) aplicada ao óleo diesel S10. O segmento pediu o apoio do parlamentar junto ao Governo do Estado para diminuir o valor.

A nova referência para o óleo diesel S10 implicará num aumento no custo do produto de R$ 0,0345, o equivalente a 1% do valor médio cobrado dos consumidores. Para os representantes do setor, com a alta do combustível, fica inviável para o caminhoneiro abastecer em Mato Grosso, uma vez que a alíquota aqui é 17% e no estado vizinho, Mato Grosso do Sul, é 12%.

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Segundo o presidente do Sindipetróleo, existe uma evasão de divisas e que Mato Grosso tem que chegar, pelo menos, ao mesmo índice do concorrente. “Em um mês, com a redução da alíquota, Mato Grosso do Sul teve um adicional de 23% no volume de diesel comercializado nos postos de rodovia. Nós estamos reprimidos há mais de 15 anos, alguma coisa está errada nessa conta”, afirma Locatelli.

Para Nininho essa discussão é antiga e o problema precisa ser resolvido o mais rápido possível. “Esse segmento é muito importante, pois gera emprego e renda para nossa população. Além disso, a alta do combustível reflete em custos maiores também no que é consumido no Estado, uma vez que a maior parte da distribuição dos produtos é feita por via terrestre e por veículos movidos a óleo diesel, com fretes acima dos praticados em outros estados”, reforça Nininho.

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No final da reunião na AL, todos seguiram para uma audiência, requerida pelo deputado Nininho, com o vice-governador Carlos Fávaro e o Secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Paulo Brustolin. Depois de muita conversa, chegaram ao acordo de que até sexta-feira um grupo de trabalho composto por técnicos da Sefaz e representantes do segmento estudará números que possam atender a reivindicação, mas sem causar grande impacto na arrecadação do Estado.

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