Juca Lemos - Foto: assessoria
Juca Lemos – Foto: assessoria

A Coordenadoria Municipal de Defesa do Consumidor encaminhou na tarde dessa quarta-feira ao Ministério Público e à Polícia Judiciária, a denúncia de desobediência ao Código de Defesa do Consumidor, possível estelionato e solicitação de suspensão de venda de seguros em lojas de eletrodomésticos.

O caso específico lesou a consumidora Jordina de Souza Ameda, de 66 anos de idades, que, segundo a denúncia registrada no Procon, foi induzida a gastar R$ 643,00 em seguros e garantia estendida, sem ao menos saber o que estaria assinando.

Dona Jordina contou que comprou um fogão do mostruário, que custou R$ R$979,00 e na ocasião assinou um monte de papeis, que ela pensou que fossem pela garantia do eletrodoméstico.

Leia também:  Ministros participam de inauguração na Santa Casa

Quando a consumidora começou a pagar as parcelas, percebeu que estava custando muito mais caro do que ela previa. Aí compareceu à loja e ficou sabendo que havia contratado seguro ‘Meu Lar’, ‘Serviço Multissetorial’ e a garantia estendida, o que elevou em muito o valor de cada parcela.

Dona Jordina foi ao Procon, que providenciou o andamento do processo e solicita ao Ministério Público a suspensão da comercialização de qualquer tipo de seguros pela empresa Via Varejo S/A, onde foi efetuada a compra; e à Delegacia Regional o Procon comunicou a suposta prática de crime de desobediência por parte do gerente da Loja em questão.

Com as denúncias e os encaminhamentos, o coordenador do Procon, Juca Lemos aguarda a resposta dos órgãos competentes e se possível que seja aberto inquérito policial contra a Loja.

Leia também:  MPE e parceiros realizam 5ª etapa de limpeza do Ribeirão Arareau nesta sexta

“Este é um crime contra o consumidor muito comum em Rondonópolis. As empresas que comercializam eletrodomésticos já têm como prática comum oferecer a garantia estendida, que é o consumidor quem decide se compra ou não. Mas, muitas vezes o vendedor induz o consumidor, principalmente quando se trata de pessoas idosas, a comprar outros seguros, isso o Procon não vai admitir e encaminhará todas as denúncias aos órgãos competentes, em busca da defesa dos direitos desse consumidor”.

Dona Jordina foi orientada a suspender o pagamento das parcelas, restam sete, até que o caso seja resolvido.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.