Sistema de Atendimento ao Usuário - Foto: assessoria
Sistema de Atendimento ao Usuário – Foto: assessoria

Há um ano os usuários da BR-163 contam com o Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU), conjunto de serviços que envolvem desde inspeção na pista até o atendimento pré-hospitalar de vítimas de acidentes e que contribuiu para uma redução de 12% no número de mortes na rodovia. Neste período, 100 mil ocorrências foram registradas, o que comprova a carência que existia até o início das operações.

Os trabalhos prestados pela Concessionária Rota do Oeste no período marcam o início do processo de transformação da BR-163 em uma rodovia mais segura e confortável para os usuários. Somado às obras de duplicação, recuperação e manutenção, o SAU foi responsável por reduzir o número de vítimas fatais de 127 para 112 em doze meses.

Para o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso, Arthur Nogueira, a redução no tempo de atendimento ao cidadão foi o ganho mais importante registrado com o início da prestação de serviços operacionais na rodovia. “Nem sempre conseguimos chegar imediatamente à uma ocorrência e com o SAU o atendimento ao usuário é mais rápido. Quando nossa viatura chega, o local está sinalizado, limpo e a desobstrução da via é muito mais rápida. Isso sem falar nas vidas que são salvas, que é o principal benefício”.

O consultor empresarial Sérgio Maciel, 40, é testemunha da importância de um atendimento rápido. A caminhonete que conduzia capotou na rodovia no dia 22 de maio, na região da divisa com Mato Grosso do Sul.

Em menos de 15 minutos o resgate da Concessionária estava no local e ele foi removido para a unidade de pronto-atendimento mais próxima. Uma surpresa para ele. “Quando fui para o Paraná, pude observar as bases de atendimento, mas não sabia como funcionava e quando voltei precisei dos serviços. Posso dizer que nasci de novo. Por ser um local de baixada, se não fosse o resgate não sei quanto tempo ficaria lá sem socorro”.

Mas não são só vítimas e acidentes que compõem a história deste primeiro ano. Nascimentos, socorros mecânicos e resgates de animais estão entre as ocorrências registradas. Em um ano, mais de 38 mil usuários foram atendidos em função de panes nos veículos. Desses 18 mil foram removidos para um local seguro onde puderam acionar recursos próprios.

O diretor de Operações da Rota do Oeste, Fábio Abritta, destaca que todos os serviços prestados têm como principal objetivo a segurança dos usuários e trafegabilidade da rodovia. “Quando resgatamos um veículo quebrado ou sinalizamos o local onde há derramamento de carga, evitamos que um acidente venha acontecer e retiramos o usuário do local de risco. É um trabalho preventivo, antes de mais nada”.

A solicitação de recursos pode ser feita por meio do 0800 da Concessionária, que possui ligação direta com o Centro de Controle Operacional (CCO), responsável por administrar todo o sistema de atendimento. Outro meio é o serviço de inspeção 24 horas, que conta com 19 veículos em circulação permanente na rodovia para identificação de situações que carecem de atendimento. Em um ano, são 7 milhões de quilômetros rodados pelas viaturas no trecho. “Os usuários da BR-163 não estão mais sozinhos, são 18 bases de atendimento, serviço de inspeção e um centro de controle que monitoram a rodovia o tempo todo”, reforça Abritta.

Já no atendimento pré-hospitalar, foram 10 mil usuários socorridos desde 20 de setembro de 2014, a maioria vítimas de acidentes de trânsito, totalizando 7.876 pessoas independente da gravidade dos ferimentos. Outros 2.002 foram atendimentos clínicos, de pessoas que chegaram até as bases ou trafegavam pela rodovia quando sentiram algum tipo de mal-estar e receberam assistência dos profissionais da Rota do Oeste.

Exemplos de atendimentos clínicos são os três partos realizados ao longo da rodovia, sendo dois deles dentro de ambulâncias da Concessionária. O médico Victor Guimarães, que participou de um dos partos realizados na BR-163, lembra que este foi o seu primeiro parto em uma rodovia, porém com a estrutura do veículo o procedimento foi realizado de forma segura. “Temos todo o suporte na ambulância. A criança já estava na posição certa e o nascimento foi tranquilo”.

O diretor de Operações da Rota do Oeste, Fábio Abritta, explica que o resultado é, em grande parte, consequência das obras de recuperação, manutenção e duplicação da rodovia, além da sinalização, instalação de recursos como radares para o monitoramento da via. “A redução só não foi maior porque foram registrados alguns eventos atípicos, como dois acidentes gravíssimos, um deles envolvendo um ônibus e outro que vitimou uma família inteira, em março deste ano. Com isso, o mês contabilizou 24 vítimas fatais, mais que o dobro da média mensal, que é de nove mortes”.

Apesar da situação, Abritta lembra que a atuação da equipe de resgate no acidente do dia 17 de março, entre uma carreta e um ônibus de viagem, foi fundamental para salvar grande parte dos ocupantes. Cerca de 30 funcionários da Rota do Oeste, além de 13 veículos, entre eles quatro ambulâncias, dois guinchos, um caminhão pipa e veículos de inspeção participaram do resgate de 35 pessoas. “Infelizmente cinco vidas não resistiram, mas outras 35 famílias puderam contar com o salvamento de seus parentes”.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.