Percival Santos Muniz na prefeitura sobre a suspensão do Rotativo Rondon.Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Percival Santos Muniz na prefeitura sobre a suspensão do Rotativo Rondon.Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

A cobrança do estacionamento rotativo Rondon está suspensa a partir desta quinta-feira (1º), em Rondonópolis. A informação foi comunicada pelo prefeito municipal Percival Muniz, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (30), na sala de reuniões anexa ao gabinete. A decisão foi tomada, conforme o gestor, para reavaliação do sistema e deve ser divulgada ainda hoje no Diário Oficial do município.

“Pediram a implantação, depois que implantou teve muitos reclamando enquanto outros defendendo, passou um período bom do rotativo, quase um ano, e a gente decidiu suspender para avaliação e adequações. Vamos fazer uma pesquisa de opinião e neste período discutir as várias manifestações da população quanto ao rotativo” disse Percival Muniz.

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A ideia de suspender as atividades, segundo o prefeito, ocorreu após várias reclamações quanto ao rotativo, em relação ao preço cobrado pelo estacionamento, o tempo de tolerância, a compra do cartão, tempo limite de permanência e variação no valor da cobrança (conforme os locais de maior e menor concentração). Outra falha apontada foi com relação à internet.

“Ganhando a opinião pública, volta. Não ganhando, encerra. Eu implantei isso para favorecer o povo e não por capricho próprio, ” disse o gestor.

Percival Santos Muniz na prefeitura de Rondonópolis.Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Percival Santos Muniz comunica a imprensa a suspensão do rotativo – foto: Varlei Cordova / AGORA MT

Caso seja encerrada as atividades do rotativo Rondon, será feita a avaliação do custo de indenizações com a concessão. Porém, não soube precisar qual seria o valor da multa com rescisão do contrato. “Será feito o que estiver previsto em lei, será este o preço da democracia, ” disse Percival.

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Questionado pela nossa reportagem quanto ao valor investido no rotativo, o prefeito e o secretário de Transporte e Trânsito, Argemiro Ferreira, limitaram em dizer que não houve um investimento do município. “O município não investiu, houve uma concessão, esta informação do valor apenas o responsável da concessionária poderá dizer”, argumentou o secretário.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Neles Walter Ferreira de Farias, o estacionamento rotativo é uma necessidade em razão da quantidade de veículos na cidade, mas que precisa ser realmente avaliado.

Apesar das falhas apontadas ao rotativo, o prefeito não soube avaliar se aplicaria uma rescisão por justa causa. A previsão que a empresa responsável seja notificada ainda hoje quanto a suspensão da cobrança.

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