A vaidade nossa de cada dia, nos dai hoje! Mas quem sabe o limite? Há um limite? O que sabemos é que quando o desejo de sentir-se bela ultrapassa o equilíbrio emocional e biológico, é hora de pensar sobre o risco de estar sofrendo de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

Ainda há poucos estudos sobre o TDC que é um transtorno relacionado a preocupações com a aparência, na qual a pessoa desenvolve a necessidade extrema, compulsiva de se conseguir um ideal de aparência física inalcançável e na grande maioria das vezes totalmente desnecessária.

Os critérios de diagnósticos estabelecidos pelo DSM-IV são: preocupação com um defeito imaginado na aparência, e mesmo que haja um mínimo defeito, a preocupação é extremamente acentuada; sofrimento significativo e/ou prejuízo no funcionamento da vida do indivíduo; não deve ser confundido com Anorexia e Bulimia. Enquanto nesses transtornos, a preocupação é com o tamanho, peso ou forma do corpo como um todo, no TDC se refere a uma ou mais partes do corpo específicas como: cabeça, boca, nariz, seios, cabelo, abdômen, glúteos, ou outra parte qualquer do corpo.

Um indicador para a gravidade do TDC é o número excessivo de cirurgias plásticas e/ou procedimentos estéticos, fixados em uma ou mais partes específicas do corpo. Há também, uma preocupação social e percepção exacerbada de reprovação social, uso continuo de maquiagem, e o bombardeio de padrões inalcançáveis de beleza, podem mascarar por um bom tempo a gravidade do sofrimento da pessoa com TDC.

Embora não haja um consenso quanto as questões de classificação, etiologia, prevalência e tratamento, a Análise do Comportamento, não considera o Transtorno Dismórfico Coporal como uma patologia, mas como um comportamento que foi selecionado por possuir uma função contingencial. A análise deve ser realizada de forma individualizada e contextualizada, por um profissional especializado no atendimento psicoterapêutico.

Quando avaliado precocemente e de forma correta, é possível realizar um tratamento psicoterapêutico eficaz, oferecendo qualidade de vida e melhora nas relações sociais e afetivas.

¹Sampa – Caetano Veloso

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