Os bancários do Itaú em todo o Brasil irão realizar, nesta quarta-feira (23), protesto em defesa do Emprego e cobrar uma Participação Complementar nos Resultados (PCR), condizente com os altos lucros que o Itaú vem obtendo. Em Mato Grosso, a atividade será realizada na agência do Banco Itaú, localizada na Avenida 15 de novembro, às 11h. Também, nesta terça, acontece rodada de negociação específica entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN).

De acordo com o secretário de políticas sociais do Sindicato e representante dos bancários de Mato Grosso na Comissão dos Empregados do Itaú (Coe/Itaú/Fetec/Cn), Natércio Brito, as atividades foram convocadas pelos COE do Itaú para cobrar o fim das demissões, mais contratações, fim da exploração, fim do assédio moral, mais saúde e condições de trabalho.

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“Os bancários estão preocupados com o impacto sobre o emprego com a criação das agências digitais. Um processo que tem significado demissões e redução salarial. Com a criação das agências digitais as contas migram para ela, o que tem levado ao fechamento de agências e dificultando o cumprimento das metas e colocando o emprego em risco”, explica Brito.

Os dirigentes sindicais afirmaram que o temor pelo desemprego hoje é muito grande no Itaú, depois que Marco Bonomi, diretor responsável pela área de Varejo, afirmou a acionistas que daqui a dez anos o Itaú Unibanco pode ter apenas metade do número de agências que tem hoje e, nos próximos três anos, o corte já atingirá 15%. Isso significaria a redução de 30 mil empregos.

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O Itaú, maior banco privado brasileiro, anunciou no dia 04 de setembro que teve lucro líquido de R$ 5,984 bilhões no segundo trimestre. No primeiro semestre de 2015, o banco acumulou um lucro de R$ 11,717 bilhões. “É inadmissível que mesmo com esses lucros exorbitantes, o Itaú continue com tantas demissões”, critica diretor do Seeb/MT e representante da Fetec-CUT/CN na COE do Itaú, cobrando responsabilidade social do banco com os seus funcionários e clientes.

PCR e Bolsa de Estudo

Os bancários também definiram que discutirão com o banco o pagamento de um valor do PCR condizente com os altos lucros que o Itaú vem obtendo, rentabilidade de 23,5% em 2014.

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Também vão reivindicar o reajuste condizente com este resultado, com o valor das 5.500 bolsas de estudo dos funcionários. “São os funcionários que ajudaram a construir o lucro do Itaú, é justo que sejam reconhecidos por isso” afirma Jair Alves, coordenador da COE.

Com informações da Fetec-CUT/CN e da Contraf-CUT

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