A OAB deve ter independência. Não pode estar vinculada a vontades e interesses de grupos que lhe impeçam de buscar a defesa do advogado e da sociedade. A opinião é do pré-candidato à presidência da OAB de Mato Grosso, Fábio Capilé, que tem visitado escritórios em Cuiabá e no interior do Estado para conhecer principais questões enfrentadas pela advocacia.

Segundo ele, não é admissível em hipótese alguma qualquer tipo de vinculação político-partidária da instituição. “É preciso coibir qualquer pretensão de utilização da instituição para trampolim político eleitoral”, avalia.

Capilé tem visitado o interior do estado para detectar de perto quais são os pontos mais importantes para os advogados. Ele já passou por várias cidades do interior nas últimas semanas. Entre as cidades visitadas estão: Sorriso, Sinop, Juara, Jaciara, Poxoréo e Campo Novo dos Parecis.

O advogado já se manifestou publicamente contra a reeleição para a presidência da Ordem. Segundo ele, é preciso haver uma oxigenação dentro da entidade. O advogado também já se posicionou contra a boca de urna e classificou tal prática como um “processo constrangedor”.

Ele é professor universitário há quase uma década e tem uma boa relação com a “jovem advocacia”. Capilé foi o primeiro presidente da Comissão do Jovem Advogado de Mato Grosso. Nos últimos seis anos, consecutivos, tem sido o professor homenageado por seus alunos do curso de Direito.

Disputa eleitoral

Entre os nomes cotados à disputa estão os de Pio da Silva e José Moreno, da oposição. Ambos, inclusive, já concorreram ao posto, mas não ganharam as eleições. Pelo grupo situacionista, aparece Léo Capataz e Cláudia Aquino. Capilé é apontado como um candidato independente.
A eleição do novo presidente da OAB-MT acontece em novembro. Dos 15 mil advogados ativos, de acordo com a OAB, só têm direito a voto os que estão adimplentes com o órgão – aproximadamente 9,7 mil advogados. O número exato de quem está apto a concorrer só é fechado dias antes de acontecer a votação. A votação será por meio de urna eletrônica nas 29 seccionais espalhadas pelo Estado.

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