A principal hipótese para a chacina que deixou quatro jovens mortos em Carapicuíba, na Grande São Paulo, na madrugada do dia 19, é a de vingança, informou a Secretaria da Segurança Pública nesta quinta-feira (24).
Segundo o secretário Alexandre de Moraes disse ao SPTV, a mulher do policial militar preso na manhã desta quinta-feira, por suspeita de participação na chacina, teria sido roubada e agredida pelos quatro jovens. Ainda segundo o secretário, a bolsa da mulher foi encontrada com pertences dos jovens mortos.

O soldado Douglas Gomes Medeiro trabalhava no 20º batalhão de Barueri, Itapevi e Santana de Paranaíba, cidades vizinhas a Carapicuíba, e está há quatro anos na Polícia Militar.
Ele teve a prisão temporária, de cinco dias, decretada, e foi detido em casa na manhã desta quinta. A prisão pode ser prorrogada. A PM vai abrir processo para avaliar a expulsão do soldado.
Ele é o segundo policial preso por suspeita de participação em chacinas na Grande São Paulo. O soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Fabrício Emmanuel Eleutério foi reconhecido por um homem que sobreviveu a um ataque em Osasco e está detido no presídio militar Romão Gomes. A principal hipótese para a chacina é a de que ela tenha ocorrido em represália pela morte de um policial militar na cidade.
Os quatro jovens mortos em Carapicuíba foram atingidos quando estavam em frente a uma pizzaria. Imagens obtidas pelo SPTV mostram o carro dos suspeitos.
A câmera de segurança do comércio vizinho mostra que o carro entra na rua da pizzaria à 00:28 e outra câmera registra o momento em que o carro para, no meio da rua com os faróis acesos. É possível ver um clarão dos tiros. Vinte segundos depois, os criminosos vão embora. As imagens devem ajudar a Polícia Civil nas investigações.
Os jovens mortos na chacina foram enterrados na manhã de domingo (20). Douglas Bastos Vieira, de 16 anos; Mateus Moraes dos Santos, de 16 anos; José Carlos do Nascimento, de 17 anos; e Carlos Eduardo Montilha de Souza, de 18 anos, trabalhavam na pizzaria e foram mortos a tiros. Nenhuma das vítimas tinha passagem pela polícia.
Os corpos foram velados juntos no Teatro Fuca, próximo ao local do crime, e amigos das vítimas protestaram durante a cerimônia.

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Segundo uma testemunha que estava junto com os jovens e conseguiu fugir, um carro com quatro homens parou no local e começou uma discussão entre eles. Uma das pessoas do carro teria sacado uma arma e efetuado os disparos. Quando a polícia chegou no local, as vítimas estavam de bruços. Os tiros foram efetuados principalmente na cabeça. Nenhum dos jovens tinha passagem pela polícia.
Segundo a Polícia Militar, eles conversavam à 0h20 deste sábado quando foram atacados por pessoas dentro de um carro cinza. Os quatro morreram no local.
A Secretaria de Segurança Pública informou que “a equipe policial está em busca de testemunhas e de imagens que possam auxiliar no esclarecimento dos crimes”.

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