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O Transtorno Bipolar (TAB) é o mais novo assunto da TV brasileira, mas para mim é familiar há mais de 15 anos. Talvez toda a inquietação com o desconhecido transtorno naquela época, tenha sido decisivo na escolha de minha profissão.

Após um período curto, porém intenso de estágio num hospital psiquiátrico, pude acompanhar de perto vários outros casos e observar na prática os principais sintomas do Transtorno Bipolar descritos no DSM-IV. Assim, a pessoa apresenta duas fases de um conjunto de comportamentos totalmente opostos: um Eufórico e outro Depressivo. Durante a fase de euforia (mania) os sintomas mais comuns são a autoestima “inflada”, diminuição da necessidade de sono, agitação psicomotora, atividades prazerosas, mas que de alguma forma comprometedora e ou de risco, com consequências dolorosas ou vergonhosas.

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Enquanto na fase depressiva, há alterações no apetite, peso, sono, atividade psicomotora e humor; diminuição da energia; culpa; sentimento de menos valia, baixa autoestima; astenia; planos e tentativas de suicídio.

Geralmente o tratamento medicamentoso é indispensável, e realizado com estabilizadores do humor. Entretanto, o mais recomendado pela literatura é a combinação entre o uso da medicação e a psicoterapia, com enfoque na psicoeducação (Lotufo, 2004).

Segundo Mussi (2012), a Psicoeducação consiste em fornecer ao paciente informações sobre o transtorno, o tratamento farmacológico, os efeitos colaterais da medicação, as dificuldades associadas à doença e demais informações relevantes ao tratamento. Em seguida, deve-se incentivar a identificação de seus comportamentos inadequados durante os episódios de mania, depressão ou estado misto, além de eventos e/ou estímulos antecedentes a cada fase.

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Referências

Mussi, S. V. (2012) Transtorno bipolar: adesão ao tratamento e psicoeducação.

Lotufo Neto, F (2004) Terapia Comportamental Cognitiva para pessoas com transtorno bipolar. Revista Brasileira de Psiquiatria.

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