Foto: Reprodução
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O estafe de Neymar reagiu com indignação à postura do Santos, que acionou a Fifa pedindo a suspensão do atacante por até 6 meses por suposta quebra de contrato. Em contato com o empresário do craque, Wagner Ribeiro, informou que todo o processo que culminou na transferência ao Barcelona, em 2013, teve o aval santista.

“É um absurdo o que estão fazendo. É inconstitucional proibir um trabalhador de executar suas funções. Não faz sentido. Não me preocupo com isso e creio que o Neymar também. Mas vou me reunir com o pai do Neymar e com o jurídico para analisar como agir”, disse Ribeiro.

A informação sobre o pedido de suspensão o Santos não confirma oficialmente. Faz parte das ações iniciadas pelo Santos contra o jogador, em que há processos cíveis e desportivos.

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Na Fifa, o argumento santista é de que foi descumprido o artigo 17 do Regulamento de Transferências de jogadores da Fifa, relacionado à quebra de contrato. O time da Vila alega que a família de Neymar negociou e recebeu adiantamento sem a anuência do clube.

No artigo citado pelo Santos, está prevista compensação financeira para o clube prejudicado e punições esportivas para o jogador.

Uma pena de quatro meses está descrita para um atleta que quebrar o acordo, o que pode ser elevado para seis meses no caso de agravantes.

Wagner Ribeiro rebate a versão santista e declara que há um documento de 2011, assinado pelo então presidente do clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que atestaria a família de Neymar a negociar com outros clubes. O Santos argumenta que o documento não tinha essa finalidade.

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“Quem vendeu foi o Santos. Quem colocou o Juninho [Neymar] no Barcelona foi o Santos e quem deu o documento autorizando ele a negociar com outros clubes foi o Santos”, diz Wagner Ribeiro.

Neymar foi negociado para o Barcelona por 17 milhões de euros na época. No entanto, a Justiça espanhola estima que a quantia foi muito superior, chegando a 100 milhões de euros. O clube catalão, o Santos e a família de Neymar são investigadas pela Justiça da Espanha.

Santos quer ser indenizado

Ainda é pedida uma indenização do Santos de € 55 milhões ao Barcelona e ao jogador, relacionada a cobranças por valores recebidos pela empresa do pai do atleta em contrato em separado. A N & N, empresa dos pais do jogador e Neymar pai, no entanto, foram excluídos da ação na Fifa porque não terem participação federativa.

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