Isis Holt - Foto: Reprodução
Na esquerda Isis Holt – Foto: Reprodução

Com somente 14 anos, Isis Holt já pode ser apontada como uma das futuras estrelas do esporte paralímpico. A australiana, que já havia feito a melhor marca do mundo dos 200m T35 (paralisados cerebrais) em março deste ano, em Brisbane, voltou a quebrar o recorde mundial e se colocou em outro patamar no esporte. No Mundial Paralímpico de Atletismo, em Doha, no Catar, Holt baixou a marca de 29s49 para 28s57 e conquistou a medalha de ouro da competição, superando britânica Maria Lyle, campeã europeia de 15 anos, que ficou em segundo, e a italiana Oxana Corso, que defendia o título e completou o pódio.

Fã de Usain Bolt, a menina nascida na cidade de Melbourne e radicada em Brunswick tem como lema que a “habilidade é maior do que a deficiência”. Na primeira vez em que viajou para fora de seu país, Isis voltará às pistas nesta quinta-feira (29) para brigar pelo título nos 100m.

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Isis Holt - Foto: Reprodução
Isis Holt – Foto: Reprodução

“Eu estava um pouquinho nervosa antes da corrida. Esta é a primeira vez que eu saio do meu país e venho para outro continente. Vir aqui, ganhar e quebrar o recorde é algo maravilhoso para mim todos os sentidos. Esta foi a corrida mais emocionante da minha vida. Nunca tinha vivido uma experiência assim. Mas o melhor ainda está por vir. Os 100m são a minha prova favorita e eu mal posso esperar”, contou.

O maior sonho da garota prodígio é competir nos Jogos Paralímpicos do Rio 2016. Sua maior adversária no momento é a também muito jovem Maria Lyle. O diretor de comunicação do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Craig Spence, comentou o fato de atletas tão novas já estarem protagonizando performances de alto rendimento.

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“Ver uma menina de 14 anos, a Isis Holt, vencendo outra de 15, Maria Lyle, ganhando um recorde mundial. É bom vê-las vivendo experiências esportivas de forma precoce. Elas irão se transformar em atletas fantásticas. Imagina, a Isis vai voltar para a escola na semana que vem como campeã e recordista mundial. É o sonho de qualquer criança. Esta é uma criança que supostamente tem uma deficiência. Uma atleta que vai provocar inveja nos seus colegas. Vai se beneficiar bastante também de seus feitos para angariar novos patrocínios e poder evoluir ainda mais. Quem pode afirmar que ela não pode ser uma estrela no Rio 2016? Ela será já uma veterana, com 15 anos”, disse Spence.

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