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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e da Sonegação Fiscal recebeu nesta quinta-feira (15) o terceiro depoente envolvido na Operação Sodoma, o ex-secretário Marcel de Cursi, que respondia pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). E assim como os últimos dois depoentes, ele se manteve em silêncio, mesmo com abertura para usar as explicações pessoais.

Durante a CPI foram aprovados por unanimidade também requerimentos, no qual, solicita explicações tanto do Ministério Público Estadual (MPE) quanto do Tribunal de Justiça (TJ), com relação à anulação da pena do delator João Batista Rosa e a permanência estendida até 2016 da empresa Tractor Parts no Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

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Os parlamentares lembraram ainda que no dia 6 de setembro, o deputado Wilson Santos (PSDB) requisitou a retirada imediata da empresa do Prodeic, por ter comprovado na justiça e também na CPI a permanência irregular no programa de incentivos.

Com relação ao silêncio do ex-secretário, os deputados se manifestaram contrário ao posicionamento dos advogados que estão orientando os clientes a tomarem esse posicionamento, já que todos os depoentes estão sendo convocados como testemunhas e tem a liberdade em contribuir nos questionamentos que se acharem aptos a responder.

“As investigações não serão prejudicadas pelo silêncio dos depoentes, mas eu acredito que era uma oportunidade do ex-secretário mostrar a sua posição, de informar se realmente ele considera erros ou não o que aconteceu na Sefaz. Porque as perguntas são propicias para ele que é contador e fiscal do Estado”, disse o presidente da CPI, o deputado Zé Carlos do Pátio (SD).

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Contudo, Marcel desde o inicio deixou claro que não ia se pronunciar, por não ter tido acesso aos autos da investigação. “Eu vou preferir responder todas as questões em juízo, a partir dos autos do processo essas questões estarão respondidas e acessíveis para a CPI”, disse Marcel.

O advogado de defesa Marcondes Novack ainda acrescentou que com relação às acusações, Marcel irá responder apenas nos autos da ação penal.

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