Além de Dani, Brasil contou com Jade, Thauany, Flávia, Lorrane e Letícia no Mundial - Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Além de Dani, Brasil contou com Jade, Thauany, Flávia, Lorrane e Letícia no Mundial – Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A noite de sábado foi dura para as meninas da seleção brasileira de ginástica. Por muito pouco, menos de meio ponto, o grupo viu escapar das mãos a vaga na final do Mundial e, consequentemente, a classificação por equipes em Glasgow. Veterana do time, Daniele Hypolito afastou a tristeza das brasileiras já de olho no próximo grande desafio: o evento-teste dos Jogos do Rio de Janeiro, em abril, quando as últimas quatro vagas por equipes estarão em disputa. A ginasta de 31 anos esbanjou confiança na classificação do Brasil em casa.

– Não podemos ficar tristes, porque temos tudo a nosso favor. Tivemos momentos muito bons na competição. Tivemos falhas inesperadas também, como aconteceu com muitas equipes na seleção. Acho que a equipe evolui muito, é visível para todo mundo. Todo mundo se esforçou ao máximo, se dedicou. Fizemos tudo. Foi por muito pouco, a gente sabe que 0,4 é detalhe. Mas só adiamos um pouquinho a classificação olímpica, vamos estar em casa, com a torcida toda no evento-teste – disse Dani.

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Daniele Hypolito confia na classificação olímpica da equipe brasileira no evento-teste - Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Daniele Hypolito confia na classificação olímpica da equipe brasileira no evento-teste – Foto: Ricardo Bufolin/CBG

A primeira medalhista brasileira em Mundiais se despediu orgulhosa da competição – ela pretende se aposentar da ginástica em um evento após as Olimpíadas. Apesar de fora das finais individuais, Dani ajudou o Brasil a ser a equipe que mais evoluiu em Glasgow em relação ao Mundial de Nanning. Foram 10,240 pontos a mais neste ano, mesmo com falhas, principalmente nas barras assimétricas. Em segundo lugar no ranking dos que mais cresceram aparece o Canadá, com 8,644 pontos a mais e a vaga olímpica garantida.

– Queríamos sair classificadas, mas sabíamos da dificuldade. Ficar lá na frente não era impossível como era no ano passado. Não que a gente não esteja chateada por não ter a classificação aqui em Glasgow, mas não podemos sair com astral para baixo – disse Dani.

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No evento-teste de abril, a equipe provavelmente terá o retorno de Rebeca Andrade, promessa da ginástica brasileira, que passou por uma cirurgia no joelho há quase quatro meses. Dani acredita que participar do evento-teste possa ser até bom para a preparação do Brasil para as Olimpíadas.

– Nossa preparação é total, vamos treinar Natal e Ano Novo, mostrando evolução ainda maior. Saindo daqui ninguém vai deixar de se dedicar da melhor maneira possível, pelo contrário, vai se dedicar ainda mais. Estamos em busca da nossa vaga. A preparação não muda, vai ser forte para o evento-teste e depois é só limpar as séries para as Olimpíadas. Nossa preparação vai começar agora.

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