Foto: Adriano Zago/ G1
Foto: Adriano Zago/ G1

Um guerreiro! Um orgulho de brasileiro!

O engraxate Joaquim Pereira, de 26 anos, pagou a faculdade de direito limpando e lustrando sapatos de juízes em Goiânia.

Entre os principais clientes estavam advogados, juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

Depois de tentar seis vezes, Joaquim passou na prova da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, mas disse que vai continuar como engraxate até dezembro, quando vai aposentar a caixa de engraxar e se dedicar exclusivamente a advocacia.

História

Joaquim sempre teve o sonho de fazer faculdade. “Meu pai e minha mãe, embora não tenham curso superior, sempre me incentivaram a estudar, ter sonho. Se você tiver sonho, um ideal, um objetivo, você pode conseguir qualquer coisa”, disse o engraxate.

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O baixo salário que conseguiu na cidade o levou a arriscar a vida lustrando sapatos.

Com sua simpatia e abordagem especial, o rapaz conquistou uma clientela fixa. De R$ 20 por dia, no início, ele passou a faturar até R$ 100 diariamente.

Depois de um ano atendendo na Praça Cívica, onde está o Centro Administrativo do Governo de Goiás, Joaquim decidiu que entraria para uma faculdade de direito.

“Vendo o dia a dia dos advogados e conversando com eles, concluí que queria ser um deles”, afirma.

O jovem comenta que não foi uma decisão fácil, pois teve medo de ser rejeitado. “Tive medo da reação dos meus amigos e dos colegas”, diz.

”Falavam que eu não daria conta de terminar, que era muito difícil e caro”, conta.

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“Se a gente quiser ter sucesso na vida, tem que se submeter ao risco”, ressalta.

 

 

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