Equipe masculina do Brasil em Glasgow - Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Equipe masculina do Brasil em Glasgow – Foto: Ricardo Bufolin/CBG

O ginasta Arthur Zanetti, campeão olímpico, mundial e pan-americano, viveu sensações muito diferentes na última segunda-feira (26), no Mundial de Ginástica Artística de Glasgow, na Escócia. Primeiro, a decepção por ter ficado fora da final das argolas. Depois, veio a alegria de ver a ginástica brasileira conquistar um dos feitos mais importantes da história da modalidade: classificar uma equipe masculina completa para os Jogos Olímpicos pela primeira vez.

“Já fizemos o nosso papel no Mundial! Estamos muito felizes porque estamos fazendo história para o nosso país e o esporte. Esta equipe é maravilhosa, todos muito unidos. Quero dar os parabéns aos atletas, a todos os integrantes da comissão técnica, aos fisios e médicos. Estamos muito orgulhosos uns dos outros. E agora vamos sentir o gosto de uma Olimpíada em casa e com uma equipe unida”, comemorou Zanetti.

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Desde o início do ano, Arthur Zanetti vinha afirmando que o principal objetivo no Mundial de Glasgow era classificar a equipe masculina completa pela primeira vez na história para as Olimpíadas do ano que vem. A seleção brasileira, formada por Arthur Nory Mariano, Arthur Zanetti, Caio Souza, Francisco Barretto Júnior, Lucas Bitencourt e Péricles Silva, foi bem em todos os aparelhos e somou 349,057 pontos. Com o resultado, o país ficou na sétima posição das classificatórias e disputará um lugar no pódio contra Japão, China, Grã-Bretanha, Rússia, Estados Unidos, Suíça e Coreia do Sul na próxima quarta-feira (28).

“Tivemos uma preparação excelente. Estamos com uma boa estrutura de treinamento. Estamos trabalhando todos juntos já há algum tempo. Esses últimos dias, principalmente da aclimatação em Portugal para cá, foram os melhores de um Pré-Mundial que eu já vivi. Todos os atletas tiveram muita disciplina e tentaram fazer o melhor nos treinos. Fizemos tudo junto, como uma verdadeira equipe deve fazer. Foi perfeito”, disse o treinador chefe da seleção, Renato Araújo.

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O Brasil também busca o pódio mundial na barra fixa pela primeira vez, com Arthur Nory Mariano, terceiro colocado nas classificatórias, e no individual geral com Nory e com Lucas Bitencourt. Na fase classificatória, Nory fico em 11°, com 88,182 na somatória de todos os aparelhos, e Lucas, no 20° lugar, com 86,564 pontos.

“Nosso principal objetivo era classificar a equipe, mas estamos muito felizes por estarmos nessas duas finais. Nunca disputamos uma medalha na barra. Isso, mais uma vez, mostra a evolução da ginástica brasileira”, afirmou Renato Araújo.

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