Por Emanuel Pinheiro

Como boa parte da população, eu também me preocupo com a violência crescente no estado de Mato Grosso. Que pai de família ficaria tranquilo sabendo que seus familiares correm riscos?

A diferença é que eu, como parlamentar, além de comungar dos mesmos sentimentos e aflições de todo o cidadão, tenho o dever de zelar pelo bem-estar da sociedade e a obrigação de fazer tudo o que estiver ao alcance para combater o crime e reduzir a violência.

A lógica é simples e caseira, vamos unir a polícia, sociedade e autoridades, com único desejo de aumentar a sensação de segurança das pessoas. O governo sozinho é incapaz de resolver o problema.

É preciso tornar mais eficiente a nossa política de segurança. É o caso de investimentos nas Bases Comunitárias, bem como o aparelhamento do policial e fortalecimento dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg).

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A onda de violência dos últimos dias já contabiliza imensos prejuízos para familiares e empresários da baixada cuiabana. É duro dizer mais Cuiabá representa a nona capital mais violenta do país. O dado é do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado recentemente.

O número de roubos em Cuiabá quase dobrou em apenas dois anos. De acordo com o levantamento da Polícia Judiciária Civil (PJC), em 2015 este número subiu para 5.305, o que representa 93%, se comparado com o mesmo período do ano passado.

No último final de semana houve várias ocorrências na capital. Na alegação do governo essa epidemia é reflexo da crise econômica do país. A população tem ficado aterrorizada, pois é alvo fácil dos bandidos.

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Destacamos os assassinatos de mãe e filha, explosões a caixas eletrônicos do município de Poconé. Uma ocorrência de assalto na loja Havan, em Várzea Grande. Outro caso ocorreu no Big Lar, em Cuiabá, até um arrastão durante o dia em uma padaria, na região central de Cuiabá, entre outros casos.

A impunidade, o aumento da sensação de insegurança, as dificuldades diárias da justiça criminal, a ineficiência preventiva de nossas instituições, a superpopulação nos presídios, aumento dos custos operacionais do sistema, a morosidade judicial, entre tantos outros, representam desafios para a consolidação política da democracia em nosso estado.

Diante do exposto, dou voto de confiança ao governador Pedro Taques, e creio que a segurança deve ser tratada de forma transparente e verdadeira.  Infelizmente o que se vê nos anúncios publicitários não reflete a dura realidade da rua. O slogan da vez é a transformação. Não se pode desistir na primeira dificuldade nem querer resultados do dia para a noite.

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Segurança pública é assunto sério e deve merecer grande atenção por parte do setor público. Mesmo errando e acertando nós persistiremos e chegaremos lá. Não queremos crer que, no combate à violência, a única saída seja a máxima “bandido bom é bandido morto”.

Lamentável!

*Emanuel Pinheiro é deputado estadual pelo Partido da República em Mato Grosso

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