Foto: Reprodução
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Julianna Peña é um dos destaques da categoria galo do UFC. Campeã do TUF e com mais uma vitória arrasadora depois do título, tem tudo para ser desafiante ao cinturão de Ronda Rousey em pouco tempo. Em uma carreira marcar por algumas ‘zicas’, alguns momentos de azar, a norte-americana de origem venezuelana parece ter virado o jogo. Neste sábado, encara Jessica Eye para dar mais um passo rumo a um combate com Ronda, apostando que o passado quente entre elas pode aproximá-la de seu alvo.

Para se tornar a vencedora de hoje, Peña foi testada pela vida. Quem via seu cartel logo antes de entrar no TUF podia ter dúvidas. Afinal, o que uma garota com duas derrotas seguidas poderia oferecer de risco a tantos talentos reunidos no reality show do UFC?

Mas alguns fatores a levaram àqueles resultados. Em uma das lutas, aceitou um convite de última hora. Na outra, estava abalada por um acidente com um carro – o mais curioso é que não foi o veículo que a atingiu, mas um galho de árvore que caiu sobre ela durante a batida e lhe fraturou o nariz.

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Àquela época, Peña ainda se dividia entre os trabalhos de garçonete e os treinos. Mas percebeu que precisava se levar a sério. “O que eu queria e me levaria mais longe: ser garçonete ou lutadora”, perguntou para si mesma. A resposta era óbvia em sua cabeça. “Eu não levava uma carreira tão focada quanto deveria. Lutar aquelas lutas foram grandes erros, foram coisas estúpidas. Mas aprendi a não fazer mais esse tipo de loucura.

Peña embalou no TUF, conquistou o título e ainda criou rivalidade com Ronda, que era técnica do time rival. Elas trocaram ofensas no programa e a norte-americana fez até a campeã chorar – após vencer uma pupila de Ronda. Tudo isso Julianna sabe que voltará à tona se ela vencer Eye no sábado e, num futuro próximo, for colocada como desafiante de Ronda.

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“Quando ela era a técnica rival no TUF, não era muito minha fã”, brinca a lutadora, em entrevista ao Na Grade. “Era um lance meio fêmea alfa contra fêmea alfa. Acho que se rolar uma luta entre nós, com aquela relação que tínhamos, não tem como as coisas não voltarem e o clima esquentar. As pessoas nem sabem tudo o que falamos uma à outra. Eu sei que promoção é importante, mas não espero ganhar a chance de disputar o cinturão pela boca, e sim por surrar as outras garotas. Eu sou uma maníaca quando luto, as pessoas já sabem o quanto sou louca por vencer.”

Mas, voltando às zicas, depois de sua participação no TUF, Peña teve outro momento para esquecer e que atrasou sua carreira. Durante um treino com um homem, ele e ela pegaram pesado na força e ela acabou lesionando o joelho com muita gravidade. A norte-americana precisou de quase um ano e meio para voltar a lutar, mas, quando o fez, mostrou estar em forma.

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“Estava com medo de como sentiria meu joelho, mas ocorreu tudo bem”, relembra ela, sobre seu mais recente triunfo, um nocaute sobre Milana Dudieva, no primeiro round. 12ª no ranking, Peña tem um desafio grande contra Eye, 6ª. E sabe que uma vitória pode fazer com que ela não possa mais ser ignorada na fila do cinturão e vire uma opção real.

“Sou a melhor do mundo, e só há uma maneira de provar isso, que é lutando com a melhor. Um dia vai acontecer”, afirma ela, sempre confiante. “Muito do MMA está na mentalidade. Quando você está bem, isso já é 99% de sua luta. É importante estar com a mente afiada, ela é poderosa”. Bom, pelo apelido da campeã do TUF, “A Megera Venezuelana”, poderosa ela já provou que é…

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