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Reza Madadi- Foto: Reprodução

Reza Madadi é um dos lutadores mais “sangue nos olhos” do UFC. Seja na pesagem ou na hora da luta, sempre teve uma veia meio doida que lhe dava um carisma único. Maluco mesmo foi o que aconteceu com este iraniano radicado na Suécia em meados de 2013. Depois de sua maior vitória na organização, quando era levantado pela imprensa na Europa, viu tudo ruir e acabou sentenciado a 18 meses de prisão. A acusação: roubar o equivalente a R$ 800 mil de uma loja de luxo, que vendia bolsas. Dois anos depois, ele segue declarando inocência, pagou o que lhe foi posto e neste sábado volta ao octógono.

Madadi se viu no meio da história, de acordo com sua versão, quando foi pegar seu carro, estacionado próximo à garagem onde os autores do assalto teriam escondido o veículo usado no roubo, após fugirem da loja. O iraniano se diz inocente e alega que estava “na hora errada, no lugar errado”. Foi pego e se tornou a única pessoa presa no caso. Com seu bom comportamento, cumpriu 14 dos 18 meses previstos pela Justiça.

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Nós estávamos em uma cidade próxima de Estocolmo. Meu carro estava do lado de fora dessa garagem, e fui pegá-lo, pois iríamos para a Rússia, eu e uns caras da minha academia. E eles (os policiais) me prenderam do lado de fora, porque a garagem estava envolvida neste roubo. Nunca imaginei ser preso, mas isso já é parte do meu passado”, disse Madadi, ao MMA Fighting.

Apesar da sua negativa, a Justiça sueca encontrou evidências de que ele seria, de fato, um dos participantes do roubo. Foram encontrados restos de vidro na roupa do lutador, que estava estressado e suando no momento da detenção. Além disso, foi registrado contato telefônico entre ele e os outros dois suspeitos.

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Na época em que tudo aconteceu, Reza Madadi foi demitido pelo UFC e viveu o período mais complicado de sua vida. Adentrar uma prisão é assustador, mesmo que seja na Suécia. Além disso, o auge de sua carreira foi abaixo do dia para a noite.

“Em um dia eu era uma estrela, andando de limusine com Alexander Gustafsson. Mas a vida é ‘engraçada’. Pode mudar em um segundo. No dia seguinte eu estava na cadeia. A polícia me levou e minha vida mudou. O UFC rompeu o contrato. Perdi meu emprego, não podia ver minha mulher, que estava grávida, perdi dinheiro… Tudo. Perdi tudo numa noite”, afirmou ele.

Neste sábado, de volta ao UFC, ele tenta voltar à elite. Se na última luta finalizou Michael Johnson, um top 10 do Ultimate, agora o peso leve encara Norman Parke, irlandês que vem em má fase, com uma vitória nas últimas quatro lutas.

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“Há dois anos, todos falaram que eu não voltaria, mas queria dizer aos ‘haters’: estou aqui. Estou mais forte do que nunca. Não me arrependo de nada na minha vida, porque foram essas coisas que me fizeram ser quem sou hoje. Não me faz certo, mas me faz ser quem sou, pois vivi dois anos de inferno. Hoje aprecio minha família, meus amigos, meu emprego. Tento a cada segundo ser um cara melhor. Um cara na minha posição não poderia ser pego e preso desta forma. Eu nunca deveria ter estado no lugar errado”, concluiu.

Madadi, de 35 anos, tem 13 vitórias e três derrotas na carreira. Ele nasceu em Teerã, mas foi com a família para a Suécia na adolescência, onde foi campeão nacional de luta olímpica e depois se encaminhou ao jiu-jítsu e ao MMA. No UFC, tem duas vitórias e uma derrota.

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