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Há cerca de 15 dias, uma novidade tem espalhado muita incerteza e insegurança entre alunos, pais e professores da rede estadual de ensino de São Paulo. No dia 23 de setembro, o governo do Estado divulgou um programa de reorganização da rede. Alguns dias depois, uma reunião com representantes da Diretoria Regional de Ensino começou a indicar que escolas poderiam ser fechadas.

Com o objetivo de unir estudantes de um único ciclo na mesma escola — a rede possui três ciclos de ensino: do 1º ao 5º do fundamental, 6º ao 9º do fundamental e ensino médio — o projeto prevê transferências de alunos, o que poderia levar algumas unidades à extinção.

O Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) divulgou uma suposta lista em que constam 116 escolas que seriam fechadas pelo governo estadual. É o caso, por exemplo, da Escola Estadual Padre Saboia de Medeiros, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista.

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Segundo o agente de organização escolar, Issa João Afram, a escola é uma das instituições que estão na mira do governo. Afram afirma que a administração encaminhou uma contraproposta para a direção regional de ensino pedindo para que as atividades não sejam encerradas no local.

A Secretaria de Educação do Estado, no entanto, garante que nenhuma unidade será fechada. De acordo com o projeto do governo, o objetivo é aumentar o número de escolas com um único ciclo e “melhorar a qualidade de ensino e do ambiente escolar”.

Sandoval Cavalcanti, Dirigente Regional de Ensino da Sul 1, confirmou o encontro com os diretores das escolas, mas nega que o encerramento de atividades de algumas unidades tenha sido debatido.

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— Nenhuma escola foi notificada [sobre fechamento]. Elas foram orientadas. Fizemos uma reunião na diretoria de ensino informando sobre os procedimentos da reorganização. Apresentamos propostas da secretaria, da diretoria de ensino e pedimos para que os diretores retornassem, avaliassem com a comunidade escolar e, se necessário, reencaminhassem uma contra proposta para a diretoria.

Para alguns diretores, na prática não é tão simples assim. Segundo o gestor de umas das instituições que seriam fechadas, a intenção do governo é outra.

A Secretaria usa o termo reestruturar, realocar, transferir, mas, na verdade, é fechar, mesmo. Eles vão fechar uma série de escolas e ouvi falar que só na região de Osasco seriam sete instituições.

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Cavalcanti explica que algumas escolas irão passar por reformas e adequações para receber os alunos do ciclo determinado. Segundo ele, toda a verba para essa reorganização será a que já é destinada para a educação.

— O custo estimado é o que está na verba de secretaria de educação. Estamos fazendo uma adequação às condições da rede pública, continuamos fazendo o mesmo investimento que já fazemos em educação.

O diretor também garante que nenhum professor concursado perderá o emprego.

— Duas garantias são importantes. A primeira é de que nenhum aluno ficará sem vaga por conta da reorganização. Os professores e servidores, em sua grande maioria concursada, terão todas as suas garantias legais permanecidas e não haverá nenhum tipo de prejuízo.

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