Mais de 20 investigadores da Polícia Judiciária Civil (PJ) de Primavera Do Leste – MT (126 Km de Rondonópolis) cumprem neste momento mandado de busca e apreensão na Câmara Municipal da cidade. A polícia investiga supostas irregularidades no setor de compras e processos licitatórios da Casa de Leis. O pedido foi emitido pelo Ministério Público.

A denúncia que resultou nas investigações pode ter partido de um empresário, proprietário de uma empresa de Informática, que havia recebido uma solicitação de orçamento para preparar um pregão para a compra de computadores e como o pregão estava demorando ele foi até a Câmara de Primavera para verificar, e lá foi informado de que não haveria mais o processo, pois o Legislativo havia aderido a uma Ata de um pregão do Tribunal de Contas do Estado, em Cuiabá.

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De acordo com o delegado Rafael Fossari, existem pedidos de prisão e busca e apreensão emitidos.

Um servidor público, assessor de informática, identificado como Alex Silva foi preso acusado de ser o autor da adulteração do orçamento para justificar a adesão a ata de licitação do Tribunal de Contas para a compra de computadores.

19h – Por volta das 17h, o servidor público foi ouvido pelos delegados que acompanham o caso e em seguida, encaminhado a promotoria, para prestar esclarecimentos. Após o depoimento, ele deve ser encaminhado a Cadeia Publica do município.

Coletiva de Imprensa – Os delegados Rafael Fossari e Adriano Alencar, explicaram a ação realizada na tarde desta quarta-feira (21), na Câmara Municipal de Primavera do Leste e a respeito da prisão do servidor Alexsandro Silva.

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Os mandados de busca e apreensão que foram cumpridos hoje são continuidade das investigações da Polícia. Em agosto deste ano, foram apontadas algumas irregularidades em um documento que teria sido adulterado após apresentado por um empresário com relação ao orçamento de computadores da Câmara.

Conforme os delegados relataram na coletiva, o Ministério Público requisitou a prisão preventiva do servidor e também a apreensão dos documentos e computadores da Casa de Leis. Os mandados de busca foram cumpridos em quatro gabinetes: presidência, compras, contabilidade e processamento de dados. Fossari ainda reforçou que será ampliada as investigações para averiguar irregularidades.

Os delegados ainda disse que o servidor usou o direito de permanecer calado durante o depoimento na Delegacia e também na Promotoria Pública. Ele agora aguarda decisão judicial.

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Já o delegado Alencar, ressaltou que nova diligências devem ser realizadas no intuito de coibir possíveis crimes e com a conclusão do inquérito, apontar o possível autor destas ações contra a administração pública. Ele ainda mencionou que está convicto quanto a adulteração do documento após ser apresentado pelo empresário. Contudo, o documento ainda deverá passar pela perícia.

 

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