Foto: assessoria
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A crise na rede de saúde de Mato Grosso reuniu, os diretores dos cincos maiores hospitais filantrópicos do Estado e a Presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado de Mato Grosso (Femice), Maria Elizabeth Alves, com o governador Pedro Taques, no Palácio Paiaguás.

O encontro, mediado pelo deputado federal, Adilton Sachetti (PSB-MT), foi marcado em caráter de urgência com o objetivo de expor a real situaçao dessas entidades.
“Saúde é prioridade, juntos, precisamos entrar num acordo para melhorar a qualidade do serviço que vem sendo prestado”, declarou Sachetti.

De acordo com o Dr. Kemper Carlos Pereira, diretor administrativo da Santa Casa de Rondonópolis, os hospitais: Geral Universitário, do Câncer de Cuiabá, Santa Helena e Santa Casa de Cuiabá eles são responsáveis por mais de 70% dos atendimentos da Alta Complexidade e mais de 35% da média complexidade no Estado.

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“Sempre fomos parceiros do Estado e da União atendendo os usuários do SUS em mais de 60% dos nossos procedimentos mensais. Mas chegamos ao limite de nossa capacidade de funcionamento, precisamos de uma imediata contrapartida do Estado”, afirmou o diretor.
Conforme a presidente da Femice, Maria Elizabeth Alves, os hospitais estão com dificuldades para pagar as contas porque o déficit da Tabela SUS não é coberto. Há 10 anos não há reajuste nos valores pagos pelos procedimentos.

“Chegamos a um ponto em que se tornou insustentável, não temos mais como arrolar as dívidas e por isso viemos ao governador expor essas necessidades e pedir ajuda, um auxílio para que possamos atender esses pacientes”, disse.

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A secretária de saúde, de Rondonópolis, Marildes Ferreira, explicou a situação da Santa Casa do municipio. A unidade hospitalar está estruturada para realizar procedimentos de cardiologia, mas falta o suporte do SUS. “Hoje Rondonópolis não suporta mais a utilizaçao de recursos próprios para o pagamento de procedimentos da cardiologia”, desabafou a diretora.

O governador, PedroTaques, afirmou que o problema financeiro dos prestadores de serviços de saúde é de cunho nacional. Segundo Taques o estado conhece essa realidade, pois está na fase final de elaboração de um levantamento da situação dos hospitais filantrópicos de Mato Grosso.

O secretário de Estado Saúde, Eduardo Bermudez, ressaltou que o envolvimento do governador na reunião com os hospitais filantrópicos mostra a seriedade do Estado em tratar do assunto.

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O gestor da saúde lembrou o governo trabalha com olhar voltado a todas as unidades que compõem a rede estadual e atendem pelo SUS. “Estamos estabelecendo uma política para o conjunto dessa rede que devemos manter o atendimento com qualidade”, pontou.

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