Agentes reunidos em frente ao socioeducativo pedem mais segurança - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Agentes reunidos em frente ao socioeducativo pedem mais segurança – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Os servidores do Centro Regional Socioeducativo de Rondonópolis – MT aderiram à paralisação nacional que acontece entre os agentes penitenciários devido à falta de investimentos no sistema prisional. Em Rondonópolis os trabalhadores estão de braços cruzados por tempo indeterminado, desde o último domingo (18) quando aconteceu uma rebelião entre os menores internos causando destruição de parte do prédio. (leia mais)

Representante da categoria, Robson Machado - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Representante da categoria, Robson Machado – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

De acordo com o representante da categoria, Robson Machado, é praticamente impossível trabalhar no local, já que depois da rebelião o prédio ficou destruído. São 45 servidores entre eles 25 são agentes penitenciários. Ainda conforme Robson a paralisação já estava marcada, e eles aproveitaram o momento para reivindicar a situação atual de estado precário que o prédio se encontra.

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“Nossa categoria está esquecida, não somos reconhecidos.

Parte interna do prédio destruída pelos menores rebelados - Foto: Divulgação / AP
Parte interna do prédio destruída pelos menores rebelados – Foto: Divulgação / AP

Precisamos de mais efetivos e melhores condições de trabalho. A situação é essa que estamos vendo diariamente. São motins, rebeliões, mortes dentro das unidades, todos disputando o poder no Sistema Penitenciário. E nós agentes penitenciários é quem estamos na linha de frente, mantendo um contato mais próximo com os menores”, declarou Robson.

Em menos de sete meses foram registrados no local, fuga, homicídio e uma rebelião. Ainda conforme Robson, após a rebelião, dois dos envolvidos que já tinham completado 18 anos foram transferidos para Mata Grande, sete receberam alvará, que já estava previsto e atualmente 12 ainda estão no Centro aguardando uma posição da Defensoria Pública, já que não é possível realizar uma reforma no prédio com os apreendidos no local.

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Os menores estavam utilizando parte da estrutura da parede como armas - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Os menores estavam utilizando parte da estrutura da parede como armas – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

A maioria dos menores detidos são acusados por homicídio e tráfico de drogas. Durante a rebelião eles destruíram parte da estrutura da parede e retiraram alguns materiais de construção para utilizar como arma.

Apenas os serviços urgentes estão sendo mantidos, como alimentação e medicação.

Parte interna do prédio destruída no dia da rebelião - Foto: Divulgação / AP
Parte interna do prédio destruída no dia da rebelião – Foto: Divulgação / AP

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