Operação Sucata - Foto: VArlei Cordova / AGORA MT
Operação Sucata – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

Valdecy Leopoldino da Silva, conhecido como “Tainha”, foi condenado a 11 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele era o dono da empresa de peças de motos, “Sucata Motos”, localizada no centro de Rondonópolis, que foi fechada durante uma operação da Polícia Civil (PC), no dia 16 de setembro de 2014. O caso é considerado um dos maiores crimes de receptação de Mato Grosso. (leia mais)

O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denúncia contra 16 pessoas. Foram denunciados os acusados Lucas Henrique da Silva, Rafael Henrique Xavier de Souza, Roney Novaes da Silva, Ângela Maria Freitas de Oliveira Hespana, Reginaldo Izidio da Silva, Rayru Regis Sampaio Izidio, Jhonison Rosa Borges, Adelson Braz da Silva, Diego Ferreira e Silva, Arquimedes de Leão Saggin, Gilmedison Ribeiro da Silva, Adilson Fagundes da Silva, Everton Gonçalves Macedo, Dionifer Bruno Cassimiro da Silva, Valdecy Leopoldino da Silva e Marcio Vinicius Saggin.

Filho e Pai (Tainha) são detidos pela PJC - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Filho e Pai (Tainha) são detidos pela PJC – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

Valdecy era o proprietário da empresa há mais de 10 anos. Ele comprava as motocicletas que eram subtraídas, e as repassavam aos seus mecânicos para que os mesmos as desmontassem. “Tainha” encomendava motocicletas a adolescentes, os quais praticavam roubos e/ou furtos e as entregavam na referida loja, sendo que com o dinheiro que recebia do denunciado Valdecy, muitos menores adquiriram armas de fogo para praticarem crimes nesta cidade. As motos eram compradas por valores entre R$ 400 e R$ 600.

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Muitos dos integrantes trabalhavam em família, contendo entre os acusados grau de parentesco, como pai e filho. Eles se reuniam para planejar as ações criminosas e dividiam as tarefas para adquirir, ocultar, ter em depósito, desmontar, expor à venda e adulterar as motocicletas e suas peças de origem espúrias, provenientes de delitos efetuados nesta cidade. Todos os funcionários da empresa tinham conhecimento da origem ilícitas de peças e motocicletas.

Após a desmontagem das motocicletas, os tanques e as carenagens dos veículos eram pintados. As peças retiradas dos veículos eram lançadas no controle de entrada e saída da empresa e depois organizadas nas prateleiras para revenda.

SOBRE OS ACUSADOS

Um dos denunciados, Adilson Fagundes, possui conhecimento em Perícia Criminal, possuindo curso de formação e pós-graduação na referida área, tendo sido funcionário da POLITEC por três anos, exercendo a função de Assistente técnico, onde auxiliava na realização de perícias técnicas.

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Ainda entre os envolvidos, o acusado Márcio Vinicius, escrivão de polícia aposentado, era um dos colaboradores do denunciado Valdecy, exercendo a função semelhante à de gerente, substituindo Valdecy quando o mesmo se encontrava ausente da empresa, realizando serviços de contabilidade na mencionada empresa, bem como demais acompanhamentos em relação à compra de motocicletas batidas e/ou oriunda de leilões, destinadas à revendas, e depósitos, bem como procedia checagem de todas as motocicletas que entravam na loja, além de atuar como vendedor.

Conforme apurado, o denunciado Márcio trabalhava há cerca de um ano com Valdecy, na empresa.

SOBRE A SENTENÇA

Rafael Henrique Xavier de Souza, foi condenado a uma pena de três anos e nove meses de reclusão, em regime inicialmente semiaberto, em face da reincidência, além da pena multa em 40 dias multas, a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.

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Lucas Henrique da Silva Monteiro, foi condenado a uma pena de três anos de reclusão, em regime aberto em face da reincidência.

Já os acusados Arquimedes de Leão Saggin, Adilson Fagundes da Silva, Everton Gonçalves Macedo, Gilmedison Ribeiro da Silva, Roney Novais Da Silva, Jhonison Rosa Borges, Dionifer Bruno Cassimiro da Silva, Diego Ferreira e Silva, Reginaldo Izidio da Silva, Rayru Regis Sampaio Izidio, Ângela Maria Freitas de Oliveira Hespana, Marcio Vinissius Saggin e Adelson Braz da Silva foram absolvidos devidamente qualificados, dos delitos que lhes foram imputados.

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