Foto: reprodução
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Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada para você nosso leitor, nossa leitora, continuando o meu compromisso de trazer para você o direito em linguagem fácil e acessível, neste último domingo pude me divertir demais, me emocionei e vi o crime que se repete sorrateiramente, por isso gostaria de dividir com vocês.

Esse domingo sagrou-se campeão de Fórmula 1, o piloto britânico Lewis Hamilton, para o pessoal da minha geração, Fórmula 1 é quase igual a ir na igreja aos domingos de manhã, sei que os mais jovens não entendem, porque eles não tiveram a oportunidade de ver um herói nacional, Ayrton Senna em ação, em uma época onde a crise era diária, não muito diferente de hoje, um brasileiro vencia, e nos dava orgulho de ser Brasileiro.

Esse piloto que acabou de ser campeão, é inglês, mas sempre ganhou meu carinho e atenção, porque ele se declarou fã do Senna, dizia mais, que se sentia espiritualmente conectado ao Senna, ‘poxa’ para mim foi passe livre.

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Essa última corrida foi demais, estava chovendo, super ultrapassagem, ele igual ao Senna na chuva, foi ultrapassando e logo na primeira curva já era primeiro, e no final, o arquirrival dele errou e Hamilton é campeão.

Comemorei igual brasileiro comemora, e isso quer dizer um monte de palavrões, e ai aconteceu:

“Chupa branquelo filha da p..” foi o que eu disse, um amigo ao meu lado, balançou a cabeça e reprovou o comportamento na hora, bem eu não disse a vocês, mas o Hamilton é negro, e eu também, e o pior de tudo, eu menti para vocês, eu não simpatizei com ele porque ele era fã do Senna, eu simpatizei com ele porque ele era negro como eu, e isso é racismo.

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No Brasil o crime de racismo é regulado pela lei;

LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.

Que diz:

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 

Mas pensando e estudando um pouco mais vi que o acontecido não era propriamente dito um crime de racismo, segundo a lei que eu mostro acima, é algo menos grave, mas nem por isso menos vergonhoso.

O caso era de Injuria Racial, o Brasil não é racista, não há pressão de raças no Brasil, mas a raça, conceito ultrapassado pela ciência ainda é usado como forma de agressão, o código penal atento a este fato esclarece:

Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo lhe a dignidade ou o decoro:

3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.

Pena – reclusão de um a três anos e multa.

Foi esse o meu pecado, sem malícia e sem muita maldade nós vamos reproduzindo preconceitos estúpidos tanto de uma parte quanto de outra, mas atento e um pouco surpreso, quem diria logo eu reproduzindo comportamentos estúpidos, o preconceito é muito sutil, está escondido em brincadeiras, falsas opiniões e teima em permanecer vivo no humor.

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A quem esqueceu como eu tinha me esquecido, que o homem é muito mais semelhança do que diferença lhes dou um lembrete bíblico:

Genesis 1:26

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

 

 

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