apendicite dor
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Falta de apetite, dor do lado direito e inferior da barriga, náuseas. Desconfie, pode ser apendicite, inflamação do apêndice, um pequeno órgão que compõe o intestino grosso. Apesar de ser considerada por muitos como um problema banal, “ela pode ser potencialmente grave se não for diagnosticada e tratada corretamente”, afirma o gastroenterologista Henrique Perobelli Schleinstein, da Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo. Ou seja, quanto antes o problema for detectado, melhor! Por isso, é importante conhecer os sintomas – que apresentamos aí embaixo – e correr para o médico ao senti-los!

AFINAL, PARA QUE SERVE O APÊNDICE?

Na prática, médicos observam que não faz falta viver sem apêndice – prova disso é que ele pode ser retirado sem nenhum dano à saúde. Apesar de ter sua função questionada atualmente por vários médicos, um estudo da Universidade de Duke (EUA) concluiu que o apêndice serve como um abrigo para bactérias do bem, auxiliando o sistema digestivo. Essa função, útil milênios atrás quando o homem comia tudo cru, perdeu o sentido evolutivamente.

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Causa do problema

■ A apendicite é uma inflamação que surge de uma hora para outra por conta da obstrução na entrada do apêndice.

■ Esse entupimento – mais comum em homens de 15 a 30 anos – acontece por causa de fragmentos de fezes, chamados de “fecalito”.

■ Segundo o médico, não há uma causa específica para que tal obstrução aconteça. Comer gordura, ingerir muito álcool ou possuir um estilo de vida desregrado, por exemplo, não causam o problema.

Principais sintomas

■ Tudo começa com um desconforto abdominal. Mas, como “dores de barriga” são comuns, um sinal para diferenciar a apendicite é a dor do lado direito e inferior do abdômen, que é constante e vai se tornando mais forte.

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■ “Pode haver febre, náuseas e vômitos, bem como perda do apetite”, diz o médico.

■ Com o tempo, fica difícil andar, ficar ereta e dobrar a perna em direção ao abdômen. Aliás, de acordo com Schleinstein, esse último sintoma é muito característico.

A Importância do diagnóstico

■ Primeiro é feito um diagnóstico clínico, realizado com base na história do paciente e na avaliação por toque do abdômen. Depois, para confirmar o diagnóstico, são feitos exames tanto de sangue quanto de imagem, como ultrassom.

■ Ter um diagnóstico correto é muito importante. Isso porque, depois de um tempo, o material fecal e o pus podem extravasar para o abdômen, causando um agravamento do quadro. “O apêndice perfurado pode causar risco potencial de vida.”

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Como é o tratamento

■ A cirurgia é o único tratamento para curar o problema da apendicite aguda. No procedimento, o órgão é retirado totalmente. “Mas não há nenhum efeito colateral”, garante o especialista.

■ Moderna, a cirurgia por videolaparoscopia evita cortes grandes (são feitos três de no máximo 5 mm cada).

■ Em geral, a cirurgia é tranquila e a recuperação, rápida. “O paciente fica internado de 24 a 48 horas e em até dez dias está de volta às atividades”, finaliza Schleinstein.

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