A Justiça do estado de Mato Grosso (MT) determinou que a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP), passe a fornecer fosfoetanolamina sintética a um paciente de câncer idoso da cidade de Sinop (633 Km de Rondonópolis).

A substância, tem sido objeto de pesquisas que busca uma alternativa de cura contra o câncer e seus resultados preliminares de ação contra a doença têm levado pacientes de todo o país a buscar na Justiça o direito de usá-las em tratamento. Mas o efeito da fosfoetanolamina ainda não foi clinicamente comprovado.

A substância produzida pelo corpo humano e tem sido pesquisada desde os anos 80 com resultados positivos contra tumores em animais e humanos. O IQSC-USP tem produzido cápsulas da substância sintética por força das demandas judiciais de pacientes e familiares que acreditam no poder de cura dela.

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Além disso, a distribuição da substância sintética como medicamento não é regulamentada com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Médicos também têm alertado que os relatos de cura mediante o uso da substância não provam a eficácia dela.

No caso do paciente de Sinop, trata-se de um homem idoso em que foi constatada no início deste ano a presença de um nódulo no rim direito, o qual precisa ser removido com uma cirurgia. Ao longo do tratamento cardiológico, é necessário evitar que as células cancerígenas se multipliquem no organismo do paciente.

E, para isto, o juiz Mirko Vincenzo Gianotte, da Sexta Vara Cível de Sinop, registrou que a fosfoetanolamina sintética representa uma esperança, já que existem inúmeros relatos de pessoas que alcançaram a cura e outras centenas que melhoraram a condição de vida após a utilização.

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