Foto: Daniela Ayres/ G1
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A lembrança do acidente volta à memória em imagens ainda desconexas. José Geraldo Barros Coutinho, sobrevivente de uma batida que deixou o carro que dirigia partido ao meio na tarde deste domingo (22) na BR-459, em Pouso Alegre (MG), mal consegue entender como escapou da morte com apenas alguns arranhões. “Parece que foi sonho”, diz. “Eu sei que eu não desmaiei. Fiquei acordado e saí do carro com o volante na mão. Eu vi um pedaço de carro do outro lado [da pista] e nem imaginei que era meu.”
Foi na altura do km 91 que o comerciante de 55 anos perdeu o controle da direção e derrapou com o velho companheiro de estrada, um Kadett vermelho, adquirido em 2001. Há cinco anos, ele fazia o mesmo trajeto entre a casa onde mora, na zona rural de Congonhal (MG), e Pouso Alegre, onde é dono de um bar do Mercado Municipal. Mas neste domingo, a água acumulada na pista interrompeu a rotina.
“Eu nunca bati o carro”, garante. “Eram umas 14h30, eu voltava do trabalho e chovia. Eu não sei dizer agora a velocidade em que eu estava. Eu tentei segurar o carro quando percebi que estava na água. O carro rodou e eu gritei na hora, vi a Pajero [que vinha em sentido contrário]. Eu só pensei ‘vai bater’. Graças a Deus, eu estava de cinto”, conta.

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Foto: Daniela Ayres/ G1
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Atravessado na pista, o carro de Coutinho foi atingido no meio pela frente do utilitárioesportivo, que estava com um casal e o filho. No veículo, com placas de São Lourenço (MG), ninguém se feriu, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. A imagem mais impressionante é mesmo a do Kadett: com o impacto, a parte frontal foi arrancada do resto do carro e foi parar do outro lado da pista. O comerciante ficou exposto no banco do motorista.

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