Mauro Vinícius da Silva, o Duda, é bicampeão mundial indoor de salto em distância e uma das poucas esperanças do atletismo em busca de uma medalha em 2016. Mas o atleta de 28 anos entrará em uma das temporadas mais importante de sua carreira sob pressão. Por causa de uma lesão no joelho esquerdo, não competiu durante todo o segundo semestre de 2015 e ainda não tem o índice para participar da Olimpíada. A busca só começará em janeiro, quando voltará a saltar. Até lá, seu foco será todo nos treinos para recuperar o tempo perdido.

Submetido a uma artroscopia em agosto para a retirada de um corpo estranho do joelho – a segunda cirurgia de sua carreira -, Duda só retomou os treinamentos na segunda quinzena de outubro. Nas primeiras atividades, não sentiu nenhum incômodo, o que lhe deixa animado para o que virá pela frente.

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“Estou treinando com 100% da minha capacidade. Não sinto mais dores. A pré-temporada está se desenhando do jeito que eu quero. Depois da operação, não aguentava mais ficar fazendo fisioterapia. Foi frustrante ficar fora do Pan (de Toronto) e do Mundial (de Pequim). Foi uma decepção particular. Claro que foi por conta de algo que foge do meu controle que é uma lesão, mas fiquei frustrado”, disse Duda.

“Por sorte, tenho uma genética muito boa e não engordo mesmo ficando parado. Até acabo perdendo massa muscular. Por isso, tratei de me alimentar muito bem neste tempo em que fiquei parado”, disse o saltador, que tem 1,83 m e pesa 69 quilos.

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Para conseguir a classificação para a Olimpíada, Duda precisará saltar ao menos 8,15 m até o dia 3 de julho de 2016, quando tem fim a janela de obtenção de índices. Uma marca que é bastante inferior ao seu recorde pessoal de 8,31 m, mas que o atleta não conseguiu fazer em 2015 nas poucas competições em que esteve presente.

“Não fico angustiado (por não ter a marca ainda). Acho até melhor fazer a marca próximo da Olimpíada para chegar bem. E conseguindo esta vaga tenho em mente que quero superar estes 8,31m. Aí com certeza poderei brigar pelo pódio”, afirmou.

E Duda tem razão. Vice-campeão do último Mundial, o australiano Fabrice Lapierre saltou 8,24 m. O campeão Greg Rutherford (GBR) fez 8,41 m.

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“Estou trabalhando para melhorar minha velocidade e explosão”, afirmou.

Antes da Olimpíada, porém, Duda pensa no tricampeonato Mundial Indoor. Mas para isso também ainda precisará obter a classificação para o evento que será realizado entres os dias 17 e 20 de março na cidade americana de Portland (EUA). E a marca exigida é de 8,18m.

“Mesmo com pouco tempo para conseguir este índice, eu me vejo sim no Mundial”, diz um confiante Duda.

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