A inflação oficial da atividade da economia brasileira pode representar o maior índice em 13 anos. O resultado é de uma estimativa das previsões do mercado financeiro para a inflação deste ano e de 2016 que continuam piorando. Para 2015, a expectativa dos economistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feche o ano em 9,91%, se aproximando assim da marca dos 10%. As informações foram divulgadas pelo Banco Central nesta terça-feira (3).

A alta do dólar e, principalmente, os preços administrados, como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros estão entre os responsáveis que pressionam os preços em 2015, conforme explicam os economistas. Essa foi a 7ª alta seguida no indicador.

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Para 2016, os economistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,22% para 6,29% na última semana. Foi a 13ª alta seguida do indicador que continua se distanciando da meta central de 4,5% fixada para o ano que vem.

Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

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