Foto: Facing Fear
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Aos 13 anos, no começo dos anos 1980, Matthew Boger vivia nas ruas de Los Angeles, nos EUA, e foi expulso de casa por ser homosexual. Em um certo dia ele foi atacado por um rapaz mais velho chamado Tim Zaal, membro de uma gangue de skinheads neonazistas. Boger sobreviveu e conseguiu sair das ruas. Passados 25 anos, encontrou seu agressor no próprio trabalho e ambos embarcaram em uma jornada única.

 

“Vi aqueles roqueiros moicanos, com roupas de couro. Pensei que eram punks. Vi que teria problemas quando gritaram ‘olhem lá as bichas’ e vieram pela rua”, relata Boger.

O grupo de skinheads se dividiu e metade cercou o adolescente, que passou a ser alvo de um espancamento selvagem – socos e chutes com botas equipadas com chapas de metal no bico. “Meu instinto foi me jogar ao solo e me encolher, porque não tinha como me defender e nem proteger”, conta.

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As décadas se passaram, Boger saiu das ruas e foi trabalhar como gerente de operações no Museu da Tolerância, em Los Angeles. E um dia ficou impressionado com uma apresentação sobre doutrinação e consciência, feita por um ex-neonazista.

Meses depois sentamos para conversar sobre outra coisa. Tim disse que lembrava da lanchonete Oakie Dogs e citou histórias de quando era adolescente. Aí começamos a perceber quem era cada um”, diz o ex-menino de rua.

Hoje Matthew e Tim fazem apresentações em escolas pela Califórnia, e contam sua história em todo primeiro domingo do mês no Museu da Tolerância. Também protagonizaram o documentário, indicado ao Oscar 2014 na categoria de melhor documentário em curta-metragem.

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Foto: Facing Fear
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