Em pronunciamento, ocorrido nesta segunda-feira (09.11), o senador José Medeiros (PPS-MT) destacou as paralisações dos caminhoneiros que já atingem dez estados brasileiros e disse que é preciso que o governo federal ouça as reivindicações da categoria. “O governo precisa ouvir. A vida do caminhoneiro, e principalmente dos autônomos, é uma vida sofrida. Quem vive nessas rodovias, vive longe da família. Eles vivem enfrentando todo tipo de sorte”, destacou.

José Medeiros lembrou muitos caminhoneiros obtiveram empréstimos junto ao BNDES. Só que agora, com o aumento do preço do combustível, que encarece o frete, o problema se agravou e muitos não têm como pagar a dívida. “A grande verdade é que foi encharcado o mercado com muitos caminhões. Chega-se a dizer que existem, hoje, no mercado brasileiro, mais de 300 mil caminhões além do que há de demanda de carga. E isso obviamente gera um problema muito grande, quase insolúvel, porque vira uma questão de mercado. E não há quem regule o frete dessa forma, porque é a lei da oferta e da procura”.

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O senador de Mato Grosso também criticou o governo que classificou a greve de política e afirmou que a responsabilidade pela paralisação é do próprio governo. “No momento em que o governo liberou financiamento a rodo, a facilidade era tanta que quem tinha um caminhão, comprou cinco. Quem tinha cinco, comprou dez. Então o governo tem responsabilidade direta nesse problema. E não adianta tentar se esquivar agora e dizer que a greve é política. Precisa resolver”, cobrou.

Ainda durante sua fala, José Medeiros sugeriu baixar o preço do combustível, numa emenda a um projeto do senador Donizete Nogueira (PT-TO) que torna obrigatória, em cidades com mais de 500 mil habitantes, o uso de 20% de biodiesel no óleo diesel utilizado no transporte público. A emenda de José Medeiros estende essa composição  a todo o transporte, inclusive o de carga, nas cidades com mais de 200 mil habitantes.

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Diálogo – Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também criticou o governo e disse que o momento é de diálogo. A gente quer uma arrumação dinâmica, viva, que cresça, que avance, e isso é feito só pelo diálogo. Creio que devemos nos colocar à disposição do diálogo. O presidente da Casa, Renan Calheiros, se coloque à disposição para o diálogo, e sugira que a Presidente, através dos seus ministros, e os grevistas, através de seus líderes, dialoguem, dialoguem rapidamente, para encontrarem uma saída em nome do Brasil”, disse.

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