Foto: Arquivo pesoal
Foto: Arquivo pesoal

Desempregada desde janeiro, com pagamento de condomínio atrasado e uma dívida de R$ 40 mil, a vendedora Lisia Soto cansou de entregar currículos em empresas e não obter respostas para possíveis empregos. Ela se juntou ao filho, João Mateus Raposo, também vendedor e desempregado há três meses, para distribuir cartazes com mensagens de apelo para pedir emprego. Os dois têm colocado os papeis com os pedidos em parabrisas de carros e segurado cartazes em áreas de grande circulação da capital.

— Resolvemos fazer isso pelo desespero que estamos passando

Ela explica que a iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção com o apelo feito por eles. As mensagens impressas e copiadas têm os números dos telefones de Lisia e do filho. A intenção é de alguém se comova e se interesse pelas pessoas que estão por detrás da ação desesperada.

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Além das dívidas, outras questões financeiras têm sido problemas para a vendedora desempregada. Para conseguir dinheiro, ela tem vendido brigadeiros e contado com a ajuda de amigos para se sustentar.

Apesar de formada em gastronomia, ela não chegou a trabalhar na área e acabou demitida no início do ano de uma loja onde trabalhava. O apartamento onde ela mora, na Asa Norte, que pertence ao seu pai, que vive com as sequelas de AVC (acidente vascular cerebral)

O casal de mãe e filho desempregados enfrenta dificuldades até mesmo para pagar as cópias dos cartazes que distribuem. Desde que ela e o filho ficaram sem emprego, eles sobrevivem de bicos, o que mal dá para bancar despesas básicas, como alimentação

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A iniciativa de pedir emprego pelas ruas ainda não surtiu efeito, de acordo com Lisia.

— Ainda não recebemos nenhuma ligação com oferta de trabalho, mas vamos continuar tentando.

Mesmo com a iniciativa de tentar conseguir emprego ao pedir ajuda nas ruas de Brasília, Lisia afirma que não deixou de visitar empresas na busca por uma oportunidade, mas o mercado de trabalho em crise tem dificultado a situação

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