Dor crônica- Foto: Shutterstock
Dor crônica- Foto: Shutterstock

1. Pratique ioga

O corpo como um todo pode ser beneficiado em algum grau com a ioga, a partir da premissa que uma dor leva à tensão e a tensão leva à dor. “Ajudando o paciente a relaxar, possivelmente vamos diminuir o limiar da dor”, explica Marcos Rojo Rodrigues, professor de ioga da Universidade de São Paulo (USP). Por isso, a dor proveniente de tensões musculares será aliviada rapidamente, pois os exercícios atuam diretamente no tônus muscular.

Entretanto, Rodrigues orienta que é preciso avisar o professor sobre o quadro clínico do paciente antes da prática, para evitar qualquer esforço excessivo.

2. Saiba mais sobre os fitoterápicos

Eles podem ser utilizados como terapia única ou coadjuvante dos tratamentos tradicionais. Os mais indicados são os à base de plantas medicinais com efeito anti-inflamatório, analgésico, antisséptico, imunomodulador, cicatrizante e sedativo.“Alguns exemplos são dados: sucupira, garra-do-diabo, maracujá, erva-baleeira, unha-de-gato, calêndula e melissa”, explica a naturóloga Sandra de Souza (SP). “Mas a fitoterapia só é segura desde que acompanhada por um profissional de saúde habilitado.” A resposta ao tratamento surge em média nos primeiros quinze dias.

3. Massagem contra o desconforto

A massagem terapêutica deve ser um complemento ao tratamento convencional. Segundo estudos da Universidade de Miami (EUA), a técnica aumenta os níveis de endorfina,serotonina e analgésicos naturais do corpo que regulam o humor e reduzemos níveis do estresse. “O efeito da massagem é exatamente aliviar dores e tensões, mas jamais tratar patologias”, pontua o fisioterapeuta Giuliano Martins (Ribeirão Preto-SP). Como a liberação desses hormônios acontece de forma imediata, na primeira sessão o paciente já sente alívio.

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4. O poder da hipnose

Consciente durante toda a sessão, a hipnose leva o paciente a reordenar e reorganizar seus sentimentos para manter o bem-estar e o equilíbrio pessoal. “Ele substitui os valores negativos pelos positivos”, explica Leonard F. Verea, psiquiatra especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica (SP). A técnica é indicada para pacientes com cefaleia, fibromialgia, dor lombar, carcinoma, dor de desordem temporomandibular e dor crônica mista. “No entanto as condições crônicas podem exigir um plano global que promova a prática de exercícios e a boa alimentação”, diz.

5. Adote a psicoterapia

A intensidade e a persistência da dor levam a mudanças no estilo de vida, como limitações. Com esse quadro, o paciente muitas vezes se revolta com a doença, não coopera com o tratamento, se afasta do convívio social e enfrenta um quadro de depressão. “A psicoterapia lida com a situação de cronicidade, propõe aceitar a convivência com sintomas e promover as adaptações necessárias”, explica Vanessa PikQuen Lee, psicóloga do Hospital Santa Cruz de São Paulo (SP). “Normalmente as consultas são semanais. Em casos mais agudos, inicia-se com duas, mas com o tempo ou a resolução do problema fazem-se consultas de manutenção quinzenais ou mensais”, fala Vanessa sobre a frequência indicada.

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6. Acupuntura toda semana

A prática de inserir minúsculas agulhas em pontos específicos do corpo corrige os desequilíbrios de energia levando a um processo de relaxamento da mente e do corpo. “Para a dor crônica é indicada a acupuntura uma vez na semana. Ela contribui na melhora de dores articulares, musculares, da coluna, dos tendões, nervos e cefaleia”, diz Tatiana Hasegawa, reumatologista e acupunturista (SP). Uma pesquisa publicada no jornal Nature Neuroscience explica que as agulhas agem na atividade da adenosina, um aminoácido que se torna ativo na pele após uma lesão para aliviar a dor.

7. Tai Chi Chuan desfoca da dor

A técnica oriental melhora o condicionamento físico, dá força e equilíbrio para os praticantes. É mais um método alternativo que consegue o efeito analgésico trabalhando a mente. “Ele se destaca no controle da fibromialgia, conhecida por deixar o corpo todo dolorido, além de causar cansaço físico, dificuldade de concentração e até depressão”, diz o ortopedista Antonio Alexandre Faria (SP). Segundo estudo da Universidade de Maryland, o tai chi chuan pode ser combinado com a meditação. “É preciso estudar cada paciente para avaliar o condicionamento físico, mas a prática de exercícios em grupo pode levar a boas consequências para enfrentar o problema”, ressalta Faria.

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8. Meditação indolor

Estudos da Clínica Mayo (EUA) mostram que as técnicas meditativas têm efeito positivo na intensidade da dor, levando o paciente a ter mais qualidade de vida. “A dor crônica pode levar a quadros de ansiedade e depressão. O paciente se sente culpado pela sua condição e a meditação faz com que a pessoa aceite melhor e saiba lidar de maneira funcional”, diz Marcelo Marcos Piva Demarzo, coordenador do Mente Aberta – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para alcançar esse efeito a prática deve ser como uma atividade física. “Um pouco todo dia. É uma ginástica para o cérebro”, explica. Caso este seja o primeiro contato do paciente com a meditação, é preciso procurar um profissional para aprender as técnicas. “Depois de um mês os benefícios aparecem de forma mais clara”, conclui.

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