gravidaEnjoos, dores abdominais e memória defasada. Esses são alguns sintomas que a maioria das mulheres sente durante a gestação. Apesar de alguns deles tornarem a vida mais complicada, alguns existem para proteger o bebê.

Por exemplo, você sabia que o enjoo matinal pode estar relacionado com hormônios e a liberação de toxinas nocivas ao feto? A seguir, você saberá por que e como esses e outros sintomas estão ligados ao cérebro das grávidas.

Enjoo matinal
O enjoo matinal é um dos sintomas mais comuns durante a gravidez e atinge mais da metade (algumas pesquisas apontam até 90%) das grávidas. Geralmente, as náuseas diminuem ou desaparecem após a 18ª semana de gestação. Apenas 1% das grávidas passam toda a gravidez sentindo enjoos.

Várias teorias tentam responder a causa do enjoo. A mais popular sugere que a náusea é uma reação do corpo ao aumento do HCG, o principal hormônio da gravidez.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos EUA, a ligação entre o HCG e o enjoo matinal é baseada na relação temporal entre o pico das náuseas e o pico de produção do hormônio – que ocorrem entre a 12ª e a 14ª semana de gestação.

Leia também:  Dia dos Avós: a importância da relação com os netos para a saúde

Outra pesquisa feita na Universidade de Chicago, indica que vômitos na gravidez têm função benéfica. Segundo o estudo, toxinas na corrente sanguínea da mãe podem interromper o desenvolvimento do sistema nervoso central do feto. Esse processo ocorre durante os primeiros três meses de gestação, quando o enjoo matinal é mais comum.

Alguns pesquisadores acreditam que há uma relação entre essas toxinas e as náuseas durante a gravidez devido à postrema, área localizada na parte posterior do cérebro. É lá que vômitos são controlados e onde ocorre a detecção de toxinas na corrente sanguínea.

O estudo ainda revelou que essa área tem receptores para o hormônio HCG. Isso pode explicar por que o local é particularmente sensível durante a gestação.

Independentemente de qual teoria esteja correta, o enjoo matinal fornece uma vantagem evolutiva para o desenvolvimento do bebê. Afinal, o vômito da grávida serve para defender o bebê de ameaças interna ou externa.

gravida tomando cafeSuper olfato
Dois terços das grávidas reportam que têm o olfato mais apurado em comparação com a época em que não estavam grávidas. Segundo um estudo da Universidade de Umeå, na Suécia, as grávidas são mais sensíveis a odores como fumaça de cigarro, perfumes, comida estragada, alimentos cozidos e especiarias.

Leia também:  Quatro dicas para cuidar da pele dos cães durante o frio

Nenhum estudo, porém, provou que as grávidas têm olfato melhor do que mulheres não grávidas. Na realidade, um estudo provou o contrário. Nele, 80 mulheres foram divididas entre grávidas e não grávidas. Durante a pesquisa foram apresentados seis aromas diferentes e não houve diferença na detecção entre os dois grupos.

Já outro estudo revelou que grávidas são melhores na identificação de odores. No início da gestação, as mulheres têm olfato mais sensível para evitar o consumo de alimentos tóxicos, segundo os cientistas.

Pesquisadores suecos provaram essa teoria com outro estudo. Eles apresentaram perfumes para mulheres grávidas e não grávidas. Depois, mediram as respostas em seus cérebros e encontraram uma amplitude maior na região do cérebro onde a decisões são feitas.

A pesquisa implica que a hipersensibilidade de mulheres grávidas pode estar mais relacionada a questões cognitivas do que a processamentos sensoriais.

Leia também:  O futuro dos tratamentos para as doenças do coração

Memória ruim
Um dos sintomas mais reportados é a perda de memória. Duas repórteres de EXAME.com estão grávidas e ambas notaram que estão esquecendo coisas básicas do dia a dia.

Há pesquisas que provam que elas podem ter a memória impactada pela gestação. Uma delas reuniu 14 estudos feitos com mulheres grávidas e não grávidas durante 17 anos. O resultado da meta-análise relatou que mulheres grávidas tendem a executar pior tarefas que exigem esforço da memória de curta duração.

Outro estudo de 2014, do Reino Unido, mostra que mulheres grávidas foram, em média, 11,7% inferiores em testes de memória, do que não grávidas. Além disso, cientistas descobriram que a perda de memória não tem relação com hormônios comuns durante gestações.

Apesar de os hormônios, aparentemente, não terem nenhum papel na perda de memória, um estudo de 2008 descobriu que há uma diminuição no nascimento de neurônios no hipocampo de ratas durante a gestação. Essa parte do cérebro está relacionada com a consolidação da memória curta e a navegação espacial.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.