Reprodução/ BBC
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O Kremlin afirmou nesta terça-feira (17), pela primeira vez, que uma bomba foi responsável por derrubar um avião de passageiros russo sobre o Egito no mês passado, e prometeu como resposta caçar os responsáveis ​​e intensificar os ataques aéreos contra militantes islâmicos na Síria.

Até então, a Rússia vinha minimizando as afirmações de países ocidentais de que o incidente, em que 224 pessoas foram mortas em 31 de outubro, fora um ataque terrorista, dizendo que era importante deixar que a investigação oficial fizesse seu trabalho.

Mas, em uma reunião no Kremlin tarde da noite na segunda-feira (16), três dias depois que militantes islâmicos armados e suicidas mataram 129 pessoas em Paris, Alexander Bortnikov, o chefe do serviço de segurança da Rússia, FSB, disse em um encontro com a presença do presidente Vladimir Putin que vestígios de explosivos de fabricação estrangeira tinham sido encontrados em destroços do avião e em pertences pessoais dos passageiros.

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De acordo com uma análise feita pelos nossos especialistas, uma bomba caseira contendo até 1 kg de TNT explodiu durante o voo, levando a partir-se em pleno ar, o que explica o fato de a fuselagem estar espalhada por uma distância tão grande”, disse Bortnikov.

“Podemos dizer de forma inequívoca que foi um ato terrorista”, acrescentou Bortnikov, em um vídeo divulgado nesta terça de manhã.

Putin respondeu dizendo que o incidente foi um dos atos mais sangrentos na história moderna da Rússia e ordenou que a força aérea russa intensificasse seus ataques na Síria como resposta.

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