O senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, foi preso na manhã desta quarta-feira (25) pela Polícia Federal (PF). O parlamentar, segundo informações do Estadão, estava atrapalhando as investigações contra ele na Operação Lava Jato. Esta é a 1ª vez, que um senador em exercício é preso. A prisão é preventiva.

Além de Delcídio, foram presos nesta manhã, o banqueiro André Esteves, presidente do BTG Pactual, o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu Nestor Cerveró.

O senador foi preso hotel onde moram em Brasília, o mesmo onde estava hospedado o pecuarista e amigo de Lula, José Carlos Bumlai quando foi preso ontem (24).

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A PF ainda realizou busca e apreensão no gabinete do senador no Congresso, em Brasília e ainda nos estados do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

A prisão do parlamentar foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma operação deflagrada pela Polícia Federal hoje que tem como alvo também empresários.

A prisão

O parlamentar teria oferecido fuga a Nelson Cerveró, para que o ex-diretor da área internacional da Petrobras não fizesse a delação premiada sobre uma suposta participação do senador em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A ação reforçou para as autoridades a tentativa de Delcídio de impedir o trabalho da Justiça.  O filho de Cerveró gravou a tentativa do senador de oferecer fuga a Cerveró.

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Segundo a assessoria do senador, o advogado dele, Maurício Leite, recebeu uma ligação do Delcídio e embarcou de São Paulo para Brasília para acompanhar o caso.

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