O suspeito Nilton Cesar da Silva, 34 anos, foi interrogado no começo da noite de sexta-feira (06), pelo assassinado do ex-sócio e concunhado, o empresário Douglas Wilson Ramos, que teve o corpo encontrado no mês passado, em uma mata na região do Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá. A vítima foi morta no mesmo dia que foi sequestrada.

O principal acusado de ser o executor e mentor do assassinato foi preso, na tarde de sexta-feira, na região da Ponte Nova, em Cuiabá, depois de uma perseguição policial com troca de tiros. O suspeito, também conhecido por “Cesinha”, foi localizado no bairro Cidade Alta, onde teria ido se encontrar com uma pessoa conhecida por “Gordo”, com quem fez um “negocio” relacionado a uma caminhonete Frontier, e assim que entregou o veículo avistou três pessoas vindo em sua direção. Já desconfiado que era policiais, acelerou fugindo do local, iniciando a perseguição policial.

O suspeito seguiu pela Miguel Sutil em direção a Ponte Nova, em Várzea Grande, e não mais viu os policiais até que percebeu que estava com o pneu dianteiro esquerdo furado, por conta dos disparos de arma de fogo para impedir sua fuga. Na rotatória do bairro Coophamil entrou em uma rua “morta” e deu de cara com uma viatura da Polícia Militar, que passou a lhe perseguir. Em seguida, retornou a Miguel Sutil em direção a Ponte Nova e ali vendo que não conseguiria escapar, jogou o carro na ribanceira, provocando as lesões em suas mãos e cabeça, e pulou no Rio Cuiabá, mas foi contido pelos policiais civis e militares.

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Em relação ao roubo majorado, seguido de sequestro e morte da vítima Douglas, o preso contou ao delegado GCCO, Flávio Henrique Stringueta, que contratou pessoas para simular o roubo e que no dia 24 de setembro foram até a loja da vítima e executaram o plano. Para o crime contratou Vagner Rogério de Souza Neres, que já está preso, e que lhe devia R$ 70 mil, pela venda de um caminhão que não foi pago. Este convidou outra pessoa que comete crimes com ele, que por sua vez chamou um comparsa de Rondonópolis, para integrar o grupo que iria matar Douglas.

O preso contou que o assassinato foi motivado pelo desvio de dinheiro de sua empresa. O suspeito tem comércio no ramo de venda de cimentos e a vítima era sócia na loja MC Cimentos e cuidou do estabelecimento durante o período que esteve preso. Segundo ele, a vítima depois montou seu próprio comércio com dinheiro desviado da empresa dele. Isso motivou da quebra da sociedade e o assassinato do empresário Douglas.

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Conforme o preso, o suspeito de Rondonópolis é a pessoa que aparece nas filmagens pegando o carro da vítima. Neste ponto, “Cesinha” afirmou que não foi por ordem sua roubar o carro da vítima e não sabe o destino dado ao veículo BMW. Ele também negou que tenha participado diretamente da execução e disse que depois do assalto e sequestro não recebeu ligação para avisar que o “serviço” estava feito. Ficou sabendo pessoalmente pelo comparsa Vagner, em um loja de caminhões.

Ainda de acordo com o preso, o assassinato foi encomendado em pagamento da dívida que este seu “amigo”, Vagner, lhe devia. Ele também disse que agiu normalmente depois que soube da morte do concunhado, até o dia que teve conhecimento que a investigação estava com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), quando, segundo ele, “passou a ter convicção que o caso era perdido”.

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A arma usada para executar o empresário pertence a Vagner que atua em roubos de caminhões, que depois são clonados e as cargas revendidas. Uma braçadeira apreendida pelos policiais na casa de Vagner, segundo o preso, era usada para amarrar caminhoneiros. O Gol branco usado para sequestrar a vítima era dirigido por Vagner e que carro foi roubado e ficou com o suspeito de Rondonópolis.

Nilton Cesar da Silva já responde por homicídio e associação para o tráfico de drogas. Ele foi encaminhado na noite de sexta-feira (06), a Polinter e deve ser levado para uma unidade prisional neste sábado (07).

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