Foto: Divulgação
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Depois de amargar um 2014 entre críticas e deslizes, 2015 começou agridoce para Anitta. Das músicas que não vingaram e plásticas que tiveram mais destaque do que seu trabalho até uma polêmica quebra de contrato com a ex-empresária e um discurso sobre mulheres que rendeu bronca de Pitty, não foi fácil ser Anitta até o ano passado.

A experiência ajudou a cantora a colocar o pé no freio, repensar a carreira e tomar uma importante decisão: gerir a carreira sozinha aos 22 anos. “Essa foi a grande mudança. Desde o final do ano passado, todas as decisões são tomadas por mim. Tudo o que acontece na minha carreira, eu tenho conhecimento”, diz ela ao UOL. Para ajudá-la nessa missão, Anitta contratou dois novos assessores e um deles, Paulo, está sempre ao seu lado.

Tiro certeiro

Já se aventurando como gestora, Anitta conheceu o diretor de arte Giovanni Bianco, parceiro de astros pop como Madonna. E a presença dele foi decisiva para uma nova roupagem da cantora. “Eu sempre cuidava de tudo no meu disco, mas desta vez deixei tudo na mão dele [Bianco]”. Anitta sabia o que queria do artista: um trabalho alegre, pop, para todos as idades. Em março deste ano, Bianco tinha nas mãos o conceito artístico do álbum e uma capa com a inscrição sugestiva: “Bang”.

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A ideia de Bianco era provisória, mas Anitta adorou a palavra como título e criou uma música a partir do conceito. Um tiro certeiro nos fãs. Em seis horas de lançamento, o clipe de “Bang!” teve 1 milhão de visualizações e sua coreografia passou a ser dançada por bailarinas de Beyoncé, por Fátima Bernardes, celebridades e fãs, que pipocaram suas versões em vídeos nas redes sociais.

O sucesso ultrapassou a música e ela acabou o ano sendo eleita a mulher mais sexy do mundo pelos leitores da revista “Vip”. Anitta finalmente caiu nas graças do grande público, da mídia e da moda. “Realmente, o ano foi maravilhoso. E ‘Bang’ foi decisivo na minha carreira”, resume ela, que diz estar menos ansiosa hoje em dia. “Também teve o meu amadurecimento. Eu comecei a trabalhar com 18 anos, e em quatro anos muita coisa muda. Acho que tudo é um aprendizado. É bom aproveitar as vezes que já erramos para aprender e para servir de lição”.

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Anitta ouviu diversas críticas por sua postura e foi alertada por pensar pouco antes de falar, principalmente em suas redes sociais, mas diz que aprendeu a não levar rancor. “Acho que todo mundo tem problemas na vida. Se a gente levar as coisas ruins com mais ênfase do que as coisas boas, a nossa vida vai ser um inferno”, resume. “Eu não fico levando para o meu coração, para a minha vida, as coisas ruins que acontecem. Quando as coisas saem diferente do que eu tinha imaginado, eu tento dar a volta por cima e tirar o melhor daquilo: fazer do limão, uma limonada. Raramente você vai me ver estressada. As coisas têm que ser resolvidas com calma, a vida, a carreira”.

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Além de “Bang!”, a cantora se sagrou em outros projetos. No começo do ano, Anitta comandou pela primeira vez um trio no Carnaval de Salvador, experiência em que pôde misturar o axé com o funk. “Isso marcou a fase em que me libertei e comecei a tomar as decisões sozinha. O Carnaval fez o ano começar com o pé direito”, define ela, que ainda emendou premiações no EMA (Europe Music Awards), Prêmio Multishow e uma apresentação com Arlindo Cruz e Arnaldo Antunes.

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